BEDAMLOA PEREIRA CUBALA
20 Aplicações do livro:
“TU, PORÉM: A Mensagem de 2ª Timóteo” (John Stott)
Trabalho referente à matéria de análise de 2ª Timóteo, ministrada pelo Prof. Pr. Luiz César
SETECEB – Seminário Teológico Cristão Evangélico do Brasil
BACHAREL EM TEOLOGIA
ANÁPOLIS/2012
========================================================================No livro: Tu, porém, vimos às exortações e instruções do pregador veterano para o ministro iniciante; em poucas linhas destacarei algumas lições que servirão para nós também:
1. (1.1 cf. At 26.16-18) O encontro pessoal com Jesus confirma a vocação de Paulo. Todo obreiro cristão dever ter confirmação e convicção de seu chamado para o ministério
2. (1.2-8) “Paulo reconhecia ter sido Deus quem fizera de Timóteo o que ele de fato era”. Nenhum homem tem qualidade no traço de seu caráter que não seja pela obra de Deus, o que somos de “bom” é Deus quem nos fez assim, devemos reconhecer isso a fim de sermos capazes de prestar louvor/honra e dar glória a Deus com humildade pela sua obra na nossa vida, o dom que recebemos deve ser para servir ao Senhor e ao seu povo, igreja. (p. 11).
3. “Formação familiar (1.3, 5; At 16.1)” A educação no lar tendo como base a fé cristã é de extrema importância para os pais cristãos nas nossas igrejas, mesmo que um dos pais não é crente, isso não é motivo para não educar a filho (a) no caminho do Senhor, vimos o exemplo da mãe e avó de Timóteo (p. 12).
4. (1.8) “Timóteo não deveria envergonhar-se de Cristo e de Seu evangelho”. Não devemos nos envergonhar do evangelho de Cristo e sim ser testemunho dele (Rm 1.16), se for possível ser “loucos por Cristo” (1Co 4.10 - p. 14).
5. (1.9,10) Fomos chamados à santidade. Ser santo significa “separado para Deus”, a santidade é uma das qualidades que Deus exige de seu povo/igreja, e deve ser evidente na nossa vida diária, pois sem ela “ninguém verá Deus” (cf. 1pd 1.16 - p. 15)
6. Como o pastor ou igreja lida com o tema “morte”? O pastor (igreja) deve enfatizar a esperança da vida eterna, abordar o tema morte como um meio para chegar a essa vida e não como um monstro a temer como os não cristãos. Como os pastores das nossas igrejas lidam com a morte? (p. 17).
7. (1.8, 11, “testemunho, responsabilidade de comunicar o evangelho”) Ser testemunha de Cristo não é limitado somente aos obreiros (pastores), mas a todos os santos (cristãos salvos) devem falar aos outros dos grandes feitos de Deus nas suas vidas, isto é, da experiência pessoal com Deus (p. 19).
8. (2.3,4) A dedicação e a disposição para sofrer por causa do evangelho são exigências também para os ministros cristãos da atualidade (p. 23). Que tipo de obreiros está em várias igrejas hoje? O nosso Deus busca obreiros aprovados e que são fieis as Sagradas Escrituras e dispostos a sofre por Sua causa (p. 30)
9. Assim como Timóteo, os obreiros cristãos de hoje devem fugir das paixões mundanas e seguir a “paz, justiça, fé e amor” (p. 33)
10. As Escrituras devem ser ensinadas aos homens (pecadores) de forma que sendo conhecidas conduz ao verdadeiro arrependimento e reconciliação com Deus (p. 35)
11. É preciso pregar as boas novas que trazem a transformação de caráter, então teremos uma sociedade melhor, pois todos terão temor do Deus (p. 39).
12. (3.10-15) vivemos numa época em que existem grande apostasia e surgimento de várias seitas e heresias, porém devemos permanecer firmes na proclamação da verdade e conduzir a igreja de Deus a ter essa firmeza doutrinária (p. 41). A sã doutrina precisa ser preservada pela igreja e seus pastores e transmiti-la aos homens fielmente (p. 44).
13. Precisamos compreender que as Escrituras são úteis para (corrigir, repreender, e instruir na justiça) e é o meio que Deus usa para nos orientar e ensinar (p. 46).
14. Aprendi com a vida de Paulo, mesmo que seus trinta (30) anos de ministério árduo, mas sem reclamações e nem queixas, isso deve ser nossa atitude como obreiros e a minha atitude de ter alegria de servir ao Senhor mesmo nas lutas e dificuldades (p. 47).
15. Timóteo deve “pregar” a palavra (4.2). “Sua responsabilidade não é somente ouvir essa palavra, crer nela e obedecê-la, nem somente guardá-la de toda falsidade; e nem somente sofrer por ela e permanecer nela; mas, sim, pregá-la a outros. São as boas novas de salvação para os pecadores”. A nossa missão e responsabilidade é de “pregar a palavra de Deus”, palavra essa confiada à igreja a fim de torná-la conhecida entre os homens pecadores (povos, tribos e nações) e conduzi-las para a salvação em Cristo Jesus (p. 47)
16. “A nossa responsabilidade é ser fiel na pregação da Palavra; os resultados da proclamação são da responsabilidade do Espírito Santo e, quanto a nós, só nos compete esperar pacientemente por sua obra”. Paciência é a virtude/fruto do Espírito Santo (Gl 5.22,23), e é imprescindível na vida do obreiro cristão, então cada ministro da palavra deve buscá-la insistentemente (p. 48)
17. “Pregar a Palavra, pois é a tarefa urgente da igreja e aplicá-la ao contexto atual com paciência e inteligência”. Este princípio deve prevalecer principalmente nos seminários, onde os obreiros são preparados, eles precisam assumir essa incumbência da urgência de pregar e ensinar a palavra de Deus, com toda paciência e inteligência. “Somos embaixadores de Cristo”; a convicção do chamado para o ministério é o fundamento que fará o obreiro permanecer firme no ministério na hora da luta e crise. (p. 49)
18. (4.3,4) Paulo exorta Timóteo a não se deixar ser levado pelos que rejeitaram a sã doutrina; essa exortação também serve para nós hoje, devemos ser diferentes dos falsos pregador-pastores (3.10-14), porém, proclamar as verdades do reino que transforma o coração (p. 50); mesmo que estamos vivendo os dias difíceis onde muitos não prestarão atenção e ouvidos a nossa pregação isso não deve ser motivo de desistir, mas de continuar pregar, conforme diz Calvino:
Quanto mais os homens se tornam determinados a desprezar o ensino de Cristo, tanto mais melosos devem ser os ministros de Deus em pugnar por ele e tanto mais ardorosos os seus esforços em preservá-lo incólume e, mais ainda, por sua diligência devem repelir os ataques de Satanás (Op. Cit. Stott1982: 50).
19. No ministério precisamos de companheiros não dá para caminhar só, sabemos que Deus está conosco em todo lugar (Mt 28.20), mesmo assim precisamos de amigos com os quais possamos compartilhar as bênçãos e as nossas lutas pessoais e ministeriais (p. 53). Paulo com a própria vida ilustrou o que pregava/ensinava, o pastor não pode pregar uma coisa e viver outra, não dá para desassociar/divorciar a pregação com a sua vida cotidiana (p. 56)
20. Conclusão: “Guardar, sofrer, permanecer e pregar o evangelho” são quatros (4) verbos que sintetizam o ministério e a responsabilidade de Timóteo. Para que ele possa cumprir a sua missão precisava da graça do Senhor (cf. 4.22), acima de tudo ele devia glorificar a Deus pela sua vida e ministério (cf. 4.17). Esta missão e a responsabilidade são também para cada obreiro cristão hoje, sabemos e confiamos que Deus está conosco nesta tarefa (4.22, cf. Mt 28.20), o resultado final do nosso trabalho deve glorificar somente a Ele, e somente a Ele “TODA HONRA, LOUVOR, E GLÓRIA PARA SEMPRE” amém (4.18; Rm 11.36).
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