segunda-feira, 16 de julho de 2012


BEDAMLOA PEREIRA CUBALA


“O MILAGRE DO NASCIMENTO DE UMA IGREJA: A Fascinante História da Igreja Cristã Evangélica de Novo Horizonte em Goiânia-Goiás” Por Rev. Gilberto Euripedes de Lima.


Trabalho referente à matéria da História da Igreja no Brasil, ministrada pelo professor Pr. Ubiracy Lucas Barbosa.



SETECEB – Seminário Teológico Cristão Evangélico do Brasil
BACHAREL EM TEOLOGIA
ANÁPOLIS – 2012




Conteúdo

INTRODUÇÃO
OS IDEALIZADORES 1981
PIONEIRO 1981-1984
EMANCIPADOR E ORGANIZADOR 1984-1987
MÚSICO E DISCIPULADOR 1987 - 1991
MISSIONÁRIO E PASTOR 1991-2006
O ÁGUIA EVANGELISTA E PASTOR 2006 - 2011
CONCLUSÃO
BIBLIOGRAFIA


INTRODUÇÃO

Todo homem ou mulher tem um sonho de um dia se casar, é impressionante após o casamento começa planejar para ter filho (a) às vezes alguns fazem planejamento antes mesmo de casar, por exemplo: quando vai, casar, ter filhos, comprar casa, carro, etc. Uma amiga nossa depois de saber da gravidez da Filadélfia ela disse “aconteceu milagre”, eu acredito que tanto a gravidez quanto nascimento de uma criança é um grande milagre. 
O livro “O MILAGRE DO NASCIMENTO DE UMA IGREJA: A Fascinante História da Igreja Cristã Evangélica de Novo Horizonte em Goiânia-Goiás”, nos mostra o sonho idealizado de líderes de uma denominação, no nosso caso MEAR CENTRO SUL. Destacarei alguns fatos importantes na história desta igreja narrada no livro.

OS IDEALIZADORES 1981

O MEAR CENTRO SUL sob a liderança do Reverendo Esli Pereira Faustino, que também pastoreava a ICE-Cidade Jardim; o Diretor da Secretaria Regional de Missões era o diácono Abimael de Souza.
Rev. Esli Pereira Faustino teve a idéia de abrir congregação no setor novo horizonte, então procurou o diácono Abimael de Souza, para que estudassem tal possibilidade, tende em conta a quantidade dos irmãos (membros) da ICEB que moram no referido setor.
No dia 15 de março de 1981, Abimael marcou uma reunião com os pastores Silviano Ferreira da Silva e Armando (este último pastoreava a ICE União), a fim de conversarem e planejarem a abertura da nova igreja. 
Pr. Armando decidiu dar todo apoio nos primeiros meses desse trabalho, porém a nova igreja ficaria a responsabilidade da secretaria da MEAR centro Sul, dirigido pelo Abimael e com o apoio total do seu presidente Esli; Silviano se colocou a disposição de assumir a direção da congregação. O Pr. Abraão Rosa Lopes da ICE setor Pedro Ludovico deu também seu apoio no começo. 
O primeiro culto oficial foi realizado no dia 22 de março de 1981 na casa do irmão Geraldo da Rocha Ferreira e irmã Maurília.
Assim deu inicio da plantação e abertura da ICE Novo Horizonte, Goiânia. Acredito que Espírito Santo dirigia toda obra, abrindo e fechando as portas, para que as almas fossem salvas naquele setor e noutros mais próximos. Deus seja louvado por isso!

PIONEIRO 1981-1984

Rev. Silviano Ferreira da Silva, nasceu dia 01 de janeiro de 1912 em Juazeiro-Bahia, casado com Waldrud e têm 4 filhos (Lima 2011:19). Exerceu seu ministério na ICE novo horizonte de 22/03/1981 até outubro 1984.
O dia 22 de março de 1981 foi instituído como a data oficial da fundação da ICE novo horizonte.
Tudo começou na casa do casal Geraldo e Maurília, e permaneceu ali até março de 1982, depois de grande crescimento numérico da igreja, mudou-se para escola municipal professor Percival Xavier Rebelo, ficou neste novo local até outubro 1984.
No dia 31 de outubro de 1984 a igreja adquiriu um imóvel comprado pela secretaria de missões de MEAR centro sul, onde continua até hoje, ela já adquiriu seu quinto imóvel em 2011. 
O primeiro batismo foi realizado dia 25 de março de 1984 na ICE central-Goiânia, sob a direção de Pr. Abraão Rosa Lopes e Pr. João Batista Cavalcante.

EMANCIPADOR E ORGANIZADOR 1984-1987

O Rev. Abraão Rosa Lopes, nascido aos 29 de janeiro de 1946 na Edéia-Goiás. Casado com Valdivina e tem duas filhas. 
Assumiu a ICE Novo Horizonte na ocasião de seu 4º aniversário no dia 23 de março de 1985. 
No dia 29 de dezembro do mesmo ano realizou a primeira assembléia extraordinária de eleição da diretoria e de organização do então campo missionário do setor novo horizonte numa igreja autônoma (ver resumo da ata - Lima 2011:34). 
No dia 15 de fevereiro de 1986, foi realizado o culto de ação de graças pela organização da igreja.

MÚSICO E DISCIPULADOR 1987 - 1991

Rev. David Rocha Sales, nasceu aos 08 de dezembro de 1963 em Pedreiras - Maranhão, casado com Selma e têm três (3) filhos. David formou no SETECEB e pastoreou quatro (4) igrejas da ICEB, atualmente se desligou com a ICEB desde 14 de novembro de 1997 e serve como missionário da SEPAL, coordenando o MAPI (Ministério de Apoio aos Pastores e Igrejas) na região Centro-Oeste e supervisão Norte.
Na Assembléia ordinária de 22 de março de 1997, foi eleito com 35 votos dos 36 presentes e empossado dia 03 de abril como pastor titular; seu ministério na ICE Novo Horizonte se caracteriza em quatro (4) “eixos principais”: Implantou o sistema de ministérios na igreja, na atualidade ela tem 25 ministérios em atividade. Muitos desses ministérios tiverem inicio pela disposição voluntária dos membros a fim de suprir certas necessidades da igreja o que ao serem cumpridas podem “deixar de existir”.
Além de ministérios David implantou também o sistema de Discipulado dinâmico para toda igreja, segundo o testemunho do Pr. Maurício numa conversa informal na casa dele, assegurou que naquela época todos os membros que congregava na igreja são bem fundamentados na palavra e a maioria dos mesmos são líderes e servem ativamente em diferentes áreas, eu confirmo isso, pois muitos que foram mencionados no livro eu conheço e trabalham ativamente. 
O discipulado é fundamental na igreja, pois desenvolve várias áreas como “relacionamento saudável e comprometido, crescimento nas disciplinas espirituais, formação do caráter cristão, conhecimento das Sagradas Escrituras, etc.” (Lima 2011:43). 
Outro ponto focado por ele foi a Música sacra. Por fim nos meados de 1989 a 1991, implantou as conferencias missionária, realizou três conferencias. A igreja desenvolveu essa visão missionária, até 2011 foram realizadas 22 conferencias missionárias e apóia dezenas de projetos missionários em diferentes continentes, enviou a primeira missionária para África – Moçambique, ela realizou vários impactos em mais de 30 cidades/estados Brasileiros, em 2013 se programam para fazer impacto em Uruguai.

MISSIONÁRIO E PASTOR 1991-2006

Rev. Gilberto Eurípedes de Lima, nasceu em 06 de maio de 1962 em Goiatuba-Goiás. Casado com Marlene e têm casal de filhos. Formou no SETECEB em dezembro de 1985 e foi para campo missionário da Indonésia em 1988 até 29 de março 1991 retorna ao Brasil. No dia 08 de setembro de 1991 na assembléia da igreja foi eleito como Pastor e a posse dia 14 de dezembro do mesmo ano.
Dia 31 de janeiro de 1993 teve o primeiro encontro de casais com a presença de 20 casais. Entre varias outras atividades.
10 de janeiro de 1994, luto na família - morreu o Pr. Silviano fundador da igreja. No dia 17 de novembro realizou-se o primeiro encontro de viúvos, separados e divorciados, evento esse que é novidade, pois não acontece com frequência.
Em junho de 1996, começou a apoiar a missão resgate, em restauração/recuperação de adolescentes e continua até hoje.
Pr. Maurício Dias Nery foi eleito como pastor auxiliar, na assembléia ordinária de 01/12 e a posse 31 de dezembro de 1996. 
Em fevereiro começou-se instituto bíblico novo horizonte.
Abertura da ICE-Ágape, responsável pr. Maurício Nery, a inauguração foi em 22/01/1998; abertura de ponto de pregação no jardim Eldorado, perto ao conjunto vera cruz II. 
No dia 11 de maio de 2003 a liderança regional e nacional concordou em unir as duas igrejas: ICE Ágape e ICE vera cruz II, originando a ICE Plenitude no conjunto vera cruz, em Goiânia. Em 25 de junho aprovou a cooperação com a ICEB na abertura do campo de missionária de Paraíso - Tocantins.
Entre outras atividades realizados no mandato de Gilberto estão no Livro Milagre do nascimento de uma igreja. Na assembléia ordinária de 03 de dezembro de 2006, com a presença do representante da MEAR Sudoeste Pr. Armando Alves de Carvalho, o Pr. Maurício foi eleito como pastor titular por tempo indeterminado com 119 votos a favor e 03 contra e Sandro como seu auxiliar por tempo indeterminado com 107 votos a favor e 11 contra, assim sendo, a posse deles foi em 07 de janeiro de 2007. 

O ÁGUIA EVANGELISTA E PASTOR 2006 - 2011ss

Rev. Maurício Dias Nery, nascido aos 18 de novembro de 1966 em Goiânia, casou com Shara e têm casal de filhos.  Serviu como polícia militar em rio verde-Go, Anápolis-Go e Goiânia. No dia 13 de dezembro de 1997 recebeu seu diploma de curso de bacharel em teologia pelo Seminário Betel Brasileiro de Goiânia. Na assembléia de 01 de dezembro de 1996 foi escolhido como pastor auxiliar e permaneceu até final de 2006 quando foi eleito como pastor titular na assembléia ordinária de 03 de dezembro de 2006. Foi fundador da ICE Ágape, que foi inaugurada dia 22 de janeiro de 1998, no conjunto Vera Cruz II em Goiânia.
O Pr. Carlos Dias Nascimento começou seu estágio em 15 de setembro de 2008, recém formado no SETECEB, o qual permaneceu até hoje.  Ele foi ordenado no dia 18 de abril de 2010.
Na conferencia missionária ocorrida entre 4 e 5 de setembro de 2010, cujo tema: “Até os confins da Terra – agora é África!”, a irmã Keily Lima foi oficialmente comissionada como primeira missionária da ICE Novo Horizonte as missões transculturais para Dondo-Moçambique, em parceria com ICEB e MAEB. Nesta conferencia houve a participação especial dos irmãos da Guiné-Bissau seminaristas no SETECEB que cantaram músicas em crioulo. 
Logo após o nosso casamento no dia 26 de novembro de 2010 com a participação especial do grupo de dança e coreografia desta igreja, tivemos a nossa lua de mel e em seguida iniciamos estágio de 49 dias nesta igreja no dia 07 de dezembro de 2010 e continuamos até julho de 2011. 
Participamos no programa da virada do ano no espaço Chafariz no Clube do Mané, o tema: “2011 é tempo de reconstruir” (ver foto na galeria, Lima 2011:377). Participamos no aniversário da igreja nos dias 19 e 20 de março de 2011, tema: Marcas da igreja saudável. Também vários encontros de casais, pois bem, na casa de Gilberto e Marlene dia 02 de abril foi o nosso primeiro encontro de casais, depois de casarmos em novembro. 
Tivemos oportunidade de cooperar nas campanhas evangelísticas e impactos: Jussara (de 04 a 08 de março de 2011) e Itumbiara (nos dias 4 a 10 de julho de 2011); realizamos EFB com a cooperação maciça dos jovens da igreja nos dias 29 a 31 de julho e se deu o fim do nosso trabalho/estágio nesta igreja e dia 31 de julho despedimos dos irmãos, porém as amizades ficaram.

CONCLUSÃO

Louvo a Deus pela oportunidade de puder pelo menos um período de tempo pequeno participar na construção da história desta igreja, que muito devo a ela pelas oportunidades que tive de cooperar com o Pr. Maurício em várias áreas, nas pregações, classe de EBD de jovens, e crianças, EBF. 
Acima de tudo pela amizade construída com vários irmãos da igreja inclusive Pr. Gilberto Lima escritor deste livro o qual baseei este trabalho e com o Pr. Carlos Nascimento entre presbíteros, diáconos e a igreja em geral, são marcas levadas para o resto da minha vida. Assim como Lucas tinha prazer em registrar as atividades do ministério de Paulo, em certo momento ele se inclui no texto usando termo como “nós...” (cf. At 1-16.9 compara com At 16.10-28), é gratificante!?. 
Posso dizer que tudo que foi relatado aqui em resumo a ninguém pertence à honra e a gloria, mas somente ao nosso Grande Rei e Redentor Jesus Cristo. Paulo diz “Por que dele e por ele e para ele são todas as coisas. GLÓRIA, POIS, A ELE ETERNAMENTE. AMÉM” (Rm 11.36).

BIBLIOGRAFIA

LIMA, Pr. Gilberto Euripedes de. O MILAGRE DO NASCIMENTO DE UMA IGREJA: A Fascinante História da Igreja Cristã Evangélica de Novo Horizonte. Goiânia-Go: Gráfica Ideal e Editora Ltda., 2011.













BEDAMLOA PEREIRA CUBALA

Prova da matéria da História da Igreja no Brasil, ministrada pelo professor 
Pr. Ubiracy Lucas Barbosa.

SETECEB, 18.06.2012.
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Qual a contribuição de Robert Kalley para o surgimento da ICEB?

Dr. Robert Kalley (1809-1888), Nasceu em 1809, Mount Floridan, na Escócia; seus pais eram presbiterianos. Formou como cirurgião e farmacêutico, pela escola de medicina e cirurgia de Glasgow, em 1829 e recebeu diploma em 1838. Kalley e sua esposa Sarah partiram para Brasil, em abril de 1855 e chegaram em 10 de maio; residiram em Petrópolis, onde começaram a 1ª classe dominical em português. No Brasil Kalley estava ligado com a igreja presbiteriana e posteriormente com a congregacional, este último serviu de influência para o surgimento da ICEB.
O segundo casamento com Sarah Poulton Wilson (1825-1907), cujo pai era líder da igreja congregacional, essa união fez com que Kalley afastasse da presbiteriana e mudasse para congregacionalismo. Fundou a igreja evangélica, organizada em 11 de julho de 1858, no Rio de Janeiro; depois foi denominado de igreja evangélica Fluminense (em 18/09/1863); posteriormente, fundou a igreja evangélica pernambucana, Recife (1873); cuja primeiro pastor foi Rev. James Fanstone (1851-1937), pai de Dr. James Fanstone (1890-1987) fundador do hospital evangélico goiano, em Anápolis. Conforme o Pr. João Batista Cavalcante, o Dr. Fanstone, era médico que veio para Anápolis para trabalhar na área de saúde, era da mesma missão dos dois missionários Reginaldo Young e Frederico Glass que são fundadores da ICEB, no entanto, o Fanstone era da ICEB e depois mudou para Presbiteriana. Possivelmente, são membros da sociedade criada pela Sarah, após a morte de Dr. Kalley.
Em 10 de julho de 1876, o Dr. Kalley regressou definitivamente para Escócia e faleceu depois em Edimburgo (17 de janeiro de 1888). As obras de Kalley, como por exemplo, os “Salmos e Hinos” são utilizados por várias gerações cristãos, inclusive a ICEB.
Dr. Kalley foi pai espiritual e mentor de toda uma geração de ministros e missionários que imitaram a sua visão, zelo e dedicação. Sentiu o desejo de criar uma sociedade missionária não-denominacional para enviar obreiros ao Brasil, desejo esse cumprido por sua esposa, anos mais tarde, com a criação da sociedade ‘Auxílio para o Brasil’; precursora da União Evangélica Sul-Americana (UESA). (Aldeci 2003:21)

Na verdade a ligação, isto é, a influência de Kalley na igreja congregacional serviu de um trabalho embrionário para o surgimento da ICEB; Em 1895 a equipe veio para Carolina, MA, sem ligação direta com a ICEB, possivelmente, originário desta sociedade “auxílio para o Brasil”, são estes Sr. Whitte; Dr. Graham e esposa e Anne Andrews; então, no final do sec. XIX (dois leigos se encontram em Morro velho, MG) Reginaldo Young e Frederico Glass (era engenheiro químico); Estes são os pilares iniciais da ICEB, no entanto, o Young em 1901, fundou ICE Paulistana e Instituto Bíblico; por outro lado, Glass fundou a ICE Catalão (1902); ICE Goiás (1906); fez expedições missionárias e colportagem em todo interior Brasileiro e além fronteiras.
Em 1942 houve União das Igrejas Cristãs Evangélicas e as Congregacionais do Brasil (UIECCB) essa união permaneceu até 1967. Neste ano de 1967 o grupo de Goiás saiu da união e tornaram ICEnB. Porém, mais tarde, em 1968 ICEB - SP, Nordeste (CE) e Brasília saíram também da união. No ano de 1968 fizeram a fusão dos dois grupos e surgiu a ICEB.


Bibliografia

Cavalcante, Pr. João Batista. Elementos iniciais da história da ICEB. Aula especial, ministrada no dia 21 de maio de 2012 no SETECEB (Anotação - material não publicado).

Matos, Alderi Souza de. Robert Reid Kalley: Pioneiro do Protestantismo Missionário na Europa e nas Américas. Fides Reformata, VIII. Nº 1, 2003: 9-28.

Artigo Teológico: A Teologia Ascética em sua prática


Allan Ferreira
Bedamloa Pereira Cubala
Darlan Ben-Hur Morais Garcia
Eduardo Alberto Vicente de Oliveira



Artigo Teológico


Tarefa em grupo referente à matéria Reflexão Teológica
sob a orientação do Prof. João Batista Cavalcante.




SETECEB – Seminário Teológico Cristão Evangélico do Brasil
BACHAREL EM TEOLOGIA
ANÁPOLIS – 2012 
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A Teologia Ascética em sua prática

Introdução

São muitas as concepções e filosofias que vão surgindo ao longo da história da humanidade e precisamos estar atentos às suas influências e orientações, bem como nos posicionarmos criticamente e socialmente ante a elas. A renúncia e o rigor ao corpo, com a negação de desejos, caminham assim para o progresso da virtude e o aperfeiçoamento espiritual no que se denominou ascetismo; com grande influência na vida da igreja.
Em um link da UOL (2012) lemos que “A doutrina dualista defendida pelo neoplatônico Plotino, que identifica o espírito com o bem e a matéria com o mal, expressa na verdade um sentimento antiquíssimo.”, mostrando a tendência das religiões em “incluir a negação do prazer e dos desejos entre os caminhos do enriquecimento espiritual” e falando um pouco de sua origem e história:

[…] Entende-se por ascetismo a negação de desejos físicos ou psicológicos, visando à consecução de um ideal ou meta espiritual. O termo deriva do grego askeo, "exercitar", "treinar". Na Grécia antiga, a palavra era empregada para designar os exercícios físicos com que os atletas se preparavam, e órficos e pitagóricos logo passaram a usá-la para identificar as normas de austeridade que regiam suas comunidades. Foram, porém, os estóicos e os cínicos os primeiros que entenderam o ascetismo como a negação da matéria diante do espírito e conceberam a mortificação e o sacrifício como meios para transcender as limitações da carne. O cínico Diógenes praticou o desprezo absoluto pelas coisas materiais, e em Roma o êxito da filosofia estóica preparou o terreno para o cristianismo nascente. Mais modernamente, fenômenos tão díspares quanto o faquirismo e a cavalaria andante podem ser relacionados com o termo ascetismo. […] Primeiro surgiram no Oriente os eremitas e as figuras de são Clemente e são João Crisóstomo. Mais tarde, no Ocidente, as obras de santo Agostinho e são Bento definiram o ideal ascético na alta Idade Média, que chegou a extremos em certas comunidades monásticas: os monges sírios, por exemplo, se encerravam em celas estreitíssimas e evitavam qualquer movimento. […] A Bíblia não dita nenhuma norma de ascetismo, mas o anseio de santidade justifica o desprezo da carne e da riqueza, tendo inspirado o celibato, a pobreza e o jejum como meios de purificação da alma. Conseqüência disso foi o aparecimento de ordens religiosas como a dos franciscanos, que praticaram um ascetismo naturalista. As convulsões que assolaram a Europa a partir do século XIII trouxeram consigo um grande desejo de penitência e mortificação. Apareceram as flagelações e os cilícios. Depois da Reforma, surgiu no catolicismo um ascetismo místico que já não pretendia ser caminho da perfeição, mas meio de chegar à identificação com Deus. O Concílio de Trento (1545-1563) provocou o aparecimento de um ascetismo de férrea disciplina, exemplificado nos Exercícios espirituais, de santo Inácio de Loyola. No protestantismo não foram comuns as práticas ascéticas extremadas, mas os ideais de austeridade e renúncia estiveram presentes em muitas de suas comunidades. Junto com o cristianismo, o budismo é a religião que mais importância dá ao ascetismo, isso porque na doutrina de Buda o sofrimento está intimamente ligado ao desejo. Os monges budistas, porém, evitam um ascetismo extremo, já que consideram ser este, na verdade, outro modo de ceder aos desejos. No hinduísmo e no islamismo as práticas ascéticas são, em geral, de tipo moderado, baseadas na austeridade e na contemplação espiritual. (UOL, 2012)


Definição de Teologia Ascética

Eugene Peterson (2009, p.106), resume o ascetismo na seguinte sentença: “De que forma a condição humana molda nosso entendimento de Deus e como reagimos a ele?”. Em uma sentença afirmativa, temos: “parte da ciência espiritual que tem por objeto próprio a teoria e a prática da perfeição cristã desde os seus princípios até o limiar da contemplação infusa. Fazemos começar a perfeição como desejo sincero de progredir na vida espiritual, e a ascese conduz a alma, através das vias purgativa e iluminativa, até a contemplação adquirida” (DO VALE, 2012).
É também chamada “ciência dos santos”, “ciência espiritual”, “arte da perfeição”, uma vez que a palavra em si se remete a “exercício”, “esforço laborioso para educação física ou moral do homem”. A ascese são, portanto, esforços da alma cristã em luta para alcançar a perfeição; tratando dos primeiros graus da perfeição até o começo da contemplação (DO VALE, 2012); assumindo grande variedade de formas: do jejum à autoflagelação, “pois existem incontáveis maneiras de se reprimirem as paixões e os instintos do corpo”. Sendo assim, “seriam variedades de ascetismo o celibato, a rejeição dos bens materiais ou a provocação de dor.” – tendo tendências adotadas pelo cristianismo (UOL, 2012)
É vista em unidade à Teologia Mística (interessada na “teoria e prática da vida contemplativa, desde a primeira noite dos sentidos e da quietude até o matrimônio espiritual”), conhecida como Teologia Ascética e Mística, numa perspectiva de “continuidade” e “projeção” entre os termos. Sendo seu objetivo “participar da vida divina comunicada à alma e cultivada com ardor infatigável” (DO VALE, 2012).
Quanto aos métodos, deve seguir: experimental, doutrinal ou dedutivo, união dos dois, estudo com serenidade e ponderação – “fazendo triunfar o transe”. Tudo isto dentro dos graus de perfeição: purificação, iluminação, união com Deus (que culmina na morte). Portanto, é uma boa ilustração tomarmos um vaso e dizermos que o ascetismo está procurando a perfeição nesse vaso, a fim de que ele possa conter melhor o conteúdo que irá receber.

Argumentos contra a teologia ascética

Os escritores que falam sobre ascetismo geralmente colocam o subjugar o corpo como meio de alcançar a perfeição. Porém, a Palavra de Deus (a Bíblia) nem sempre dá base para a ascese naquele contexto (é forçar o texto, prensar). Infelizmente, ao longo da história da igreja muitos fizeram isso.
Entretanto, vemos as passagens como Mateus 5.25ss: “se o teu olho direito te faz tropeçar, arranca-o e joga-o fora; pois é melhor para ti perder um dos teus membros do que ter todo o corpo lançado no inferno. Se a tua mão direita te faz tropeçar, corta-a e joga-a fora; pois é melhor para ti perder um dos teus membros do que ir todo o corpo para o inferno (versos 29 e 30); como também em Lc 14.26 “Se alguém vier a mim, e amar pai e mãe, mulher e filhos, irmãos e irmãs, e até a própria vida mais do que a mim, não pode ser meu discípulo”; ditas por Jesus. Tais passagens, em primeira vista parece até que Jesus estabelece a vida ascética como condição para entrar no Reino dos céus; mas pelo contrário, Jesus ensina que a vida espiritual é tão séria que requer o sacrifício e renúncia.
Por outro lado, no NT os gnósticos praticavam e ensinavam o ascetismo; em Colossenses, capítulo dois, versículos dezesseis, Paulo diz “assim, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa de dias de festa, ou de lua nova, ou de sábados”. Esse grupo religioso chamado de gnóstico ensinava que o “corpo é mau e, que todo o que tende a destruir o corpo era bom”; pois o espírito deve ser libertado do corpo mais rápido possível, subjugando o corpo pela prática de ascetismo. Então, na mesma carta aos Colossenses; essa pratica foi combatida por Paulo, dando assim o fundamento para combater o ascetismo. Vimos que o cristão já mortificou a carne com Cristo, Paulo disse: 
Visto que morrestes com Cristo para os espíritos elementares do mundo, por que vos sujeitais ainda a mandamentos como se vivêsseis no mundo, tais como não toques, não proves, não manuseies? Todas essas coisas desaparecerão com o uso, pois são preceitos e doutrinas dos homens. Na verdade, esses mandamentos têm aparência de sabedoria em falsa devoção, falsa humildade e severidade para com o corpo, mas não têm valor algum no combate aos desejos da carne (Cl 2.20-23).

Ainda Paulo ao escrever para Timóteo ele esboça algumas práticas ascéticas; então, passa a advertir o jovem obreiro a evitar e afastar-se dos falsos mestres que ensinam a vida ascética como forma de alcançar a perfeição.
Eles proíbem o casamento e ordenam a abstinência de alimentos que Deus criou para serem recebidos com ações de graças pelos que são fiéis e conhecem bem a verdade. Visto que todas as coisas criadas por Deus são boas, nada deve ser rejeitado se for recebido com ações de graças (cf. 1Tm 4.3,4). Ainda continua, porque entre eles estão os que se intrometem pelas casas e conquistam mulheres tolas carregadas de pecados, dominadas por várias paixões (2Tm 3.6).

No entanto, pode ser visto que tal prática não tem fundamento nos textos supracitados. 
Os reformadores não aceitaram o ascetismo, Lutero refutou essas práticas ascese quando afirma que o crente tem a liberdade de usufruir de todos os dons e provisões de Deus, e que a autonegação quanto a essas coisas nada tem a ver com a salvação da alma (Champlin 1997:339), ainda admite:
Todos podem usar discrição quanto aos jejuns e às vigílias, já que todos sabem que precisam controlar o corpo. Porém, aqueles que pensam que podem tornar-se piedosos através das obras, só dão valor ao jejum como uma obra, imaginando que são piedosos por muito praticarem essas coisas. No entanto, quebram suas cabeças ou arruínam seus corpos, nessas práticas ascetas (Champlin, 1997: p.339). 


Argumentos a favor da teologia ascética

Eugene H. Peterson diz que o homem deve se mostrar responsivo ao que é divino (“Cuja confiança está no Senhor”) isto é uma forma abençoada de vida. E o homem que é responsivo ao que é humano (“confia nos homens”) isto é uma forma amaldiçoada de vida, pois só tem uma porção minima da realidade (PETERSON, 2009, p.107). 
O N.T. mostra as condições favoráveis para uma vida ascética responsiva. A vida cristã é uma “disciplina”, uma “luta” para o reino dos céus (“E desde os dias de João, o Batista, até agora, o reino dos céus é tomado a força, e os violentos o tomam de assalto.” Mt 11:12), sendo que o sucesso nesta luta é ativado pela graça de Deus, e pelo seu Espírito. Para poder seguir a Cristo deve aplica-se às virtudes que ele próprio ordenou, deve disciplinar-se.
Foi Jesus quem falou sobre: renúncia dos bens (“Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, segue-me.” Mt 19:21), praticado pelos apóstolos (“Eis que nós deixamos tudo e te seguimos.” Mc 10:28); jejum (“Dias virão, porém, em que lhes será tirado o noivo, e então hão de jejuar.” Mt 9:15;  “Respondeu-lhes: Esta casta não sai de modo algum, salvo à força de oração e jejum.” Mc 9:29); pobreza (“Então, levantando ele os olhos para os seus discípulos, dizia: Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o reino de Deus.” Lc 6.20); celibato (“Porque há eunucos que nasceram assim; e há eunucos que pelos homens foram feitos tais; e outros há que a si mesmos se fizeram eunucos por causa do reino dos céus. Quem pode aceitar isso, aceite-o.” Mt. 19:12); oração (“Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.” Mt 26:41); disciplina (O sermão da montanha é uma chamada para uma vida disciplinada, Mt 7:13-27); constante vigilância (“Vigiai, pois, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor.” Mt 24:42).
O apóstolo Paulo também pregou temas com apelos a auto-disciplinas e exemplos semelhantes podem ser vistos em Tiago, João ou Pedro:  subjulgar o corpo (“Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à submissão, para que, depois de pregar a outros, eu mesmo não venha a ficar reprovado.” 1 Co 9 27); despojar o velho homem (“A despojar-vos, quanto ao procedimento anterior, do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano.” Ef 4:22); exterminar os desejos da carne (“Exterminai, pois, as vossas inclinações carnais; a prostituição, a impureza, a paixão, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria.” Cl 3:5); o sofrimento nos tornando semelhante a Cristo (“Porque para isso fostes chamados, porquanto também Cristo padeceu por vós, deixando-vos exemplo, para que sigais as suas pisadas.” I Pe 2:21) – ainda que este esforço é baseado na ordem sobrenatural e, portanto, não pode ser realizada sem a graça divina; refrear o corpo (“Todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça em palavra, esse é homem perfeito, e capaz de refrear também todo o corpo”. Tg 3:2).

Conclusão

Peterson representa com “imagens orgânicas” “as formas de vida que impedem ou promovem o acesso a Deus”, apresentando um arbusto plantado no deserto e uma árvore junto ás águas. Ele informa que a teologia ascética está atenta às “condições” na natureza humana que favorecem o desenvolvimento de uma consciência em relação a Deus, ao mesmo tempo que lida com pontos de “insensibilidade”, oposição, dificuldades. Ou seja, concordamos com o autor que o “Como somos — a maneira em que gastamos nosso dinheiro, comemos as refeições, lemos um livro, tratamos um estranho — influi em nossa capacidade de enxergar a beleza da santidade, de ouvir a palavra da absolvição, sentir o toque de amor, entrar numa vida de oração.” (Peterson, 2009, p.107)
O autor deste texto conclui dizendo que “nenhum de nós, pregador ou congregação, deve ser confiável nas questões relacionadas à alma e a Deus” (Peterson, 2009, p.108). Fala também que “em todas as questões do espírito […] deve haver um exame implacável dos meios e das motivações”, sendo o “discernimento […] a palavra normalmente usada em referência a isso na teologia ascética, e requer que seja diligentemente exercido por pregadores que se importam com almas”. Nisto, concordamos plenamente.
Portanto, alguma atenção à ascese se faz necessária para a vida cristã no sentido de entender e transmitir a mensagem de Deus, como de fato Ele o quer, até mesmo usando o nosso corpo, sentidos, razão, a vida toda (em Rm 12:1-2 é esta a oferta proposta e que fizemos a Deus). Assim, precisamos ter cuidado com os extremos, mas não ignoramos essa visão que tem sua verdade e sua contribuição na nossa vida. 

Bibliografia

CHAMPLIN, Russell Norman; BENTES, João Marques. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. São Paulo: Candeia, 1997.
BROWN, Colin; COENEN, Lothar. Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento. Gordon Chown. São Paulo: Vida Nova, 2000.
PETERSON, Eugene H. Espiritualidade subversiva. Organizado por Jim Lyster, John Sharon, Peter Santucci. Fabiani Medeiros. São Paulo: Mundo Cristão, 2009.
DO VALE, Inácio José. Aprofundando a Teologia Ascética e Mística. Disponível em: <http://contemplarlaic.blogspot.com.br/2012/02/aprofundado-teologia-ascetica-e-mistica.html>. Acesso em: 15 de maio de 2012.
MUTZ, Franz X. Teologia Ascética. Disponível em: <http://mb-soft.com/believe/ttxt/ascetica.htm>. Acesso em: 15 de maio de 2012.
PALAVRAS de Salvação dois. Psicologia e Religião. Disponível em: <http://blogdohomota.blog.terra.com.br/tag/ascetismo/>. Acesso em: 15 de maio de 2012.
UOL. Ascetismo. Disponível em: <http://choli.sites.uol.com.br/asce.htm>. Acesso em: 20 de junho de 2012.
<http://www.ourladyoffatimachurch.net/ENCICLOPEDIA(A)ASCETISMO.pdf> Acesso em: 13 de maio de 2012.


BEDAMLOA PEREIRA CUBALA



20 Aplicações do livro: 
“TU, PORÉM: A Mensagem de 2ª Timóteo” (John Stott)



Trabalho referente à matéria de análise de 2ª Timóteo, ministrada pelo Prof. Pr. Luiz César



SETECEB – Seminário Teológico Cristão Evangélico do Brasil
BACHAREL EM TEOLOGIA


ANÁPOLIS/2012
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No livro: Tu, porém, vimos às exortações e instruções do pregador veterano para o ministro iniciante; em poucas linhas destacarei algumas lições que servirão para nós também:

1. (1.1 cf. At 26.16-18) O encontro pessoal com Jesus confirma a vocação de Paulo. Todo obreiro cristão dever ter confirmação e convicção de seu chamado para o ministério
2. (1.2-8) “Paulo reconhecia ter sido Deus quem fizera de Timóteo o que ele de fato era”. Nenhum homem tem qualidade no traço de seu caráter que não seja pela obra de Deus, o que somos de “bom” é Deus quem nos fez assim, devemos reconhecer isso a fim de sermos capazes de prestar louvor/honra e dar glória a Deus com humildade pela sua obra na nossa vida, o dom que recebemos deve ser para servir ao Senhor e ao seu povo, igreja. (p. 11).

3. “Formação familiar (1.3, 5; At 16.1)” A educação no lar tendo como base a fé cristã é de extrema importância para os pais cristãos nas nossas igrejas, mesmo que um dos pais não é crente, isso não é motivo para não educar a filho (a) no caminho do Senhor, vimos o exemplo da mãe e avó  de Timóteo (p. 12).

4. (1.8) “Timóteo não deveria envergonhar-se de Cristo e de Seu evangelho”. Não devemos nos envergonhar do evangelho de Cristo e sim ser testemunho dele (Rm 1.16), se for possível ser “loucos por Cristo” (1Co 4.10 - p. 14).
5. (1.9,10) Fomos chamados à santidade. Ser santo significa “separado para Deus”, a santidade é uma das qualidades que Deus exige de seu povo/igreja, e deve ser evidente na nossa vida diária, pois sem ela “ninguém verá Deus” (cf. 1pd 1.16 - p. 15)

6. Como o pastor ou igreja lida com o tema “morte”?  O pastor (igreja) deve enfatizar a esperança da vida eterna, abordar o tema morte como um meio para chegar a essa vida e não como um monstro a temer como os não cristãos. Como os pastores das nossas igrejas lidam com a morte? (p. 17).

7. (1.8, 11, “testemunho, responsabilidade de comunicar o evangelho”) Ser testemunha de Cristo não é limitado somente aos obreiros (pastores), mas a todos os santos (cristãos salvos) devem falar aos outros dos grandes feitos de Deus nas suas vidas, isto é, da experiência pessoal com Deus (p. 19).

8. (2.3,4) A dedicação e a disposição para sofrer por causa do evangelho são exigências também para os ministros cristãos da atualidade (p. 23). Que tipo de obreiros está em várias igrejas hoje? O nosso Deus busca obreiros aprovados e que são fieis as Sagradas Escrituras e dispostos a sofre por Sua causa (p. 30)

9. Assim como Timóteo, os obreiros cristãos de hoje devem fugir das paixões mundanas e seguir a “paz, justiça, fé e amor” (p. 33)
10. As Escrituras devem ser ensinadas aos homens (pecadores) de forma que sendo conhecidas conduz ao verdadeiro arrependimento e reconciliação com Deus (p. 35)
11. É preciso pregar as boas novas que trazem a transformação de caráter, então teremos uma sociedade melhor, pois todos terão temor do Deus (p. 39).

12. (3.10-15) vivemos numa época em que existem grande apostasia e surgimento de várias seitas e heresias, porém devemos permanecer firmes na proclamação da verdade e conduzir a igreja de Deus a ter essa firmeza doutrinária (p. 41). A sã doutrina precisa ser preservada pela igreja e seus pastores e transmiti-la aos homens fielmente (p. 44).

13. Precisamos compreender que as Escrituras são úteis para (corrigir, repreender, e instruir na justiça) e é o meio que Deus usa para nos orientar e ensinar (p. 46).
14. Aprendi com a vida de Paulo, mesmo que seus trinta (30) anos de ministério árduo, mas sem reclamações e nem queixas, isso deve ser nossa atitude como obreiros e a minha atitude de ter alegria de servir ao Senhor mesmo nas lutas e dificuldades (p. 47).

15. Timóteo deve “pregar” a palavra (4.2). “Sua responsabilidade não é somente ouvir essa palavra, crer nela e obedecê-la, nem somente guardá-la de toda falsidade; e nem somente sofrer por ela e permanecer nela; mas, sim, pregá-la a outros. São as boas novas de salvação para os pecadores”. A nossa missão e responsabilidade é de “pregar a palavra de Deus”, palavra essa confiada à igreja a fim de torná-la conhecida entre os homens pecadores (povos, tribos e nações) e conduzi-las para a salvação em Cristo Jesus (p. 47)
16. “A nossa responsabilidade é ser fiel na pregação da Palavra; os resultados da proclamação são da responsabilidade do Espírito Santo e, quanto a nós, só nos compete esperar pacientemente por sua obra”. Paciência é a virtude/fruto do Espírito Santo (Gl 5.22,23), e é imprescindível na vida do obreiro cristão, então cada ministro da palavra deve buscá-la insistentemente (p. 48)
17. “Pregar a Palavra, pois é a tarefa urgente da igreja e aplicá-la ao contexto atual com paciência e inteligência”. Este princípio deve prevalecer principalmente nos seminários, onde os obreiros são preparados, eles precisam assumir essa incumbência da urgência de pregar e ensinar a palavra de Deus, com toda paciência e inteligência. “Somos embaixadores de Cristo”; a convicção do chamado para o ministério é o fundamento que fará o obreiro permanecer firme no ministério na hora da luta e crise. (p. 49)

18. (4.3,4) Paulo exorta Timóteo a não se deixar ser levado pelos que rejeitaram a sã doutrina; essa exortação também serve para nós hoje, devemos ser diferentes dos falsos pregador-pastores (3.10-14), porém, proclamar as verdades do reino que transforma o coração (p. 50); mesmo que estamos vivendo os dias difíceis onde muitos não prestarão atenção e ouvidos a nossa pregação isso não deve ser motivo de desistir, mas de continuar pregar, conforme diz Calvino:
Quanto mais os homens se tornam determinados a desprezar o ensino de Cristo, tanto mais melosos devem ser os ministros de Deus em pugnar por ele e tanto mais ardorosos os seus esforços em preservá-lo incólume e, mais ainda, por sua diligência devem repelir os ataques de Satanás (Op. Cit. Stott1982: 50).

19. No ministério precisamos de companheiros não dá para caminhar só, sabemos que Deus está conosco em todo lugar (Mt 28.20), mesmo assim precisamos de amigos com os quais possamos compartilhar as bênçãos e as nossas lutas pessoais e ministeriais (p. 53). Paulo com a própria vida ilustrou o que pregava/ensinava, o pastor não pode pregar uma coisa e viver outra, não dá para desassociar/divorciar a pregação com a sua vida cotidiana (p. 56)

20. Conclusão: “Guardar, sofrer, permanecer e pregar o evangelho” são quatros (4) verbos que sintetizam o ministério e a responsabilidade de Timóteo. Para que ele possa cumprir a sua missão precisava da graça do Senhor (cf. 4.22), acima de tudo ele devia glorificar a Deus pela sua vida e ministério (cf. 4.17). Esta missão e a responsabilidade são também para cada obreiro cristão hoje, sabemos e confiamos que Deus está conosco nesta tarefa (4.22, cf. Mt 28.20), o resultado final do nosso trabalho deve glorificar somente a Ele, e somente a Ele “TODA HONRA, LOUVOR, E GLÓRIA PARA SEMPRE” amém (4.18; Rm 11.36).

CHAMADOS PARA VIVER EM SANTIDADE E NO AMOR FRATERNAL (1Pedro 1.22-25)


BEDAMLOA PEREIRA CUBALA






CHAMADOS PARA VIVER EM SANTIDADE
E NO AMOR FRATERNAL
(1Pedro 1.22-25)





Trabalho apresentado como requisito complementar para aprovação da matéria de Homilética II, lecionada pelo Professor Pr. Jailson Eduardo Ferreira.



SETECEB - SEMINÁRIO TEOLÓGICO CRISTÃO EVANGÉLICO DO BRASIL





Anápolis-Go/2012

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Titulo: Chamado do Cristão.

Tema: chamados para viver em santidade e no amor fraternal

Texto: 1Pedro 1.22-25

Introdução

Pedro mesmo escrevendo por um público em sofrimento e perseguição, eles (os cristãos) não devia ignorar as suas obrigações como filho de Deus, não deviam ser egoístas, pelo contrário praticar o amor fraternal “de modo ardente, calorosa, intenso, e de forma inflamada constantemente”. 
Podemos fazer alguns perguntas nesta passgem: Para quê Deus nos chamou? É possível viver em Santidade? Como? É possível (ou melhor, eu posso) amar fraternalmente neste mundo de individualismo e egoísmo? Como demonstrar esse amor?
Entre várias perguntas que poderíamos fazer a esse assunto, limitaremos apenas nestes, o meu e o seu chamado não foi por acaso, Deus tem propósito para minha e para a sua vida, com esta passagem podemos descobrir qual é esse propósito. 

Proposição: Em Cristo Jesus Deus nos chamou pelo novo nascimento, também nos conduz numa vida de santidade e por fim nos desafia/ordena a amar incondicionalmente os nossos irmãos na fé.

Palavra chave: Propósito, 

Sentença interrogativa: Para que serve esse chamado?

Sentença de transição: Veremos três propósitos desse chamado divino:

Iº Propósito: ESSE CHAMADO É PARA A REGENERAÇÃO (NOVO NASCIMENTO) Versículos 23-25 (cf. Jo 3.; Tt 3. 5; 1Jo 3.1ss)

Como?
1. Pela semente incorruptível

A Bíblia nos traz muitos relatos sobre esse chamado regenerador de Deus mediante a Sua palavra imutável, o evangelista João fez questão de registrar a mais clara abordagem do novo nascimento na ocasião do encontro de Jesus com Nicodemos (Jo 3). No capitulo 1 de João versículo 12 e 13, ele afirma “12 Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus, 13 os quais não nasceram por descendência natural, nem pela vontade da carne nem pela vontade de algum homem, mas nasceram de Deus” (NVI). 
Através desta passagem o direito de ser filho de Deus não é adquirido por nascimento físico ou biológico, referido como a semente corruptível, mas espiritual, incorruptível. Essa possibilidade de ser nascido de Deus é exclusivamente aos que crêem em Jesus.
Em João 3:5-7, Jesus afirmou a Nicodemos “Digo-lhe a verdade: Ninguém pode ver o Reino de Deus, se não nascer de novo… Ninguém pode entrar no Reino de Deus, se não nascer da água e do Espírito. O que nasce da carne é carne, mas o que nasce do Espírito é espírito”, ainda Ele disse “É necessário que vocês nasçam de novo”. 
Em 1Pd 1.23, fica evidente que o elemento regenerador não faz parte da natureza corruptível, nem é mortal (cf. 1:18; Rm 1:23); porém incorruptível, imortal, imperecível, que dura para eternidade (cf. Rm 1:23; 1Cor 9:25; 15:52; 1Pd 1:4; 3:4). Pedro nos assegura que esse nascimento duradouro, eterno, só é possível por meio da palavra de Deus que é viva e permanente. 

2. Mediante a Palavra de Deus 
a. Que é Viva (vs. 23)

A palavra viva é Jesus, em Jo 14:6, Jesus disse que Ele é a Vida e a vida está Nele (cf. Jo 1:4). João inicia o evangelho falando da palavra viva que habitou entre os homens, de acordo com o evangelho de João capítulo 1, não resta nenhuma dúvida que Jesus é a palavra viva. Jesus afirma que Ele é o “pão da vida” (Jo 6:27,35,48,51,58), e que vem para dar a vida em abundancia (Jo 10:10; 11:25). 
Esta palavra viva (Jesus) transmite a vida aos que crêem Nele de modo que estes não morrerão eternamente (cf. 1Co 15. 54-57). Podemos regozijar no Senhor, porque nos promete a vida eterna junto com Cristo, no grande dia da glorificação e de muitas recompensas. Ainda Pedro fez questão de mostrar que a mesma palavra além de ser viva é também eterna.

b. Ela é Permanente (vs. 23-25)

Jesus é, não apenas a Palavra viva que dá vida, mas também é eterna e a vida que Ele dá aos seus será eterna. No versículo 24 de 1Pd 1 vimos que toda humanidade é “como a erva, que murcha e cai sua flor”; Pedro aqui fez referência ao Isaías 40:6-8, ou seja, a nossa passagem neste mundo é breve e temporária. Nesta comparação fica claro que no presente mundo nada, mais nada mesmo, que é material durará. 
Tanto Isaias assim como Pedro nos deixaram claramente o que é eterno, a palavra de Deus, Jesus Cristo (cf. Is 40:8; 1Pd 1:25; Sl 119.89; Mt 5.18; 24.35). Quem crê nesta palavra viverá eternamente.
Entretanto, o chamado divino é para nos tornarmos semelhante ao nosso Pai mediante ao novo nascimento, uma nova natureza incorruptível que recebemos por meio da nossa união com Cristo (cf. 2Co 5:17). Esta é a graça de Deus que devemos aceitar com gratidão e júbilo. Agradecendo a Deus constantemente por grandiosa salvação que nos ofereceu em Jesus. Agora seguiremos a nossa caminhada cristã exclusivamente para Deus.

II Propósito: ESSE CHAMADO É PARA A PURIFICAÇÃO (OU SANTIFICAÇÃO) (1Pd 1.22)
1. Purificando-se (1.13-22; 2.1-3,9)
Purificando-se. De que? 

O verbo hagnizo transmite a idéia de todo “sentido ritual e cultual” de “um processo de purificação” com um propósito de atingir “um estado de pureza necessária para a participação do culto ou para desfrutamento da bênção de Deus”. No NT essa purificação tem mais uma conotação moral.
A santidade é “atributo comunicável de Deus”. No grego “hagiasmo”, quer dizer “tornar santo, separar do mundo ou afastar-se do pecado”. Grudem define a santificação como “uma obra progressiva da parte de Deus que nos torna cada vez mais livres do pecado e semelhantes a Cristo em nossa vida presente”.
Deus exige de seu povo a separação com mal, exemplo do “tabernáculo consagrado para Deus”, todos os sacrifícios e os utensílios devem ser separados exclusivamente para Deus; A mesma idéia aparece no NT em relação aos cristãos, nós cristãos somos templos do Espírito Santo, por isso devemos nos afastar do pecado (Ex 26:33; 1Co 3:16,17), Deus ordenou a obedecê-Lo (Ex 19:4-6; 1Pd 2.9). O cristão é capacitado por Espírito Santo para resistir e afastar-se do pecado e observar as ordens do Senhor e obedecer aos seus decretos (1Jo 3:9; Rm 6:11,14,18).
Enquanto estamos nesta vida devemos buscar ardentemente ser parecido com o nosso Senhor Jesus, autor aos hebreus nos adverte que para prosseguir será preciso deixar todo o embaraço deste mundo (Hb 12:1) e olhar firmemente no Autor e consumador da nossa fé, Cristo (Hb 12:2, 14). Essa santificação ou purificação só é possível mediante a nossa obediência à Palavra de Deus.

2. Pela obediência ao evangelho

A santificação foi resultado da “obediência à verdade” que é a Palavra de Deus, ou seja, o evangelho revelado em Cristo. No grego é “na obediência da verdade”; entendendo que somente existe a purificação por meio da obediência da verdade, que é a palavra de Deus.
Por meio da palavra (evangelho) torna-se possível reconhecer o estado da pecaminosidade e ignorância em que vivia antes (1Pd 1.14), como também aceitando a oferta do sacrifício de Cristo na cruz para a salvação (1Pd 1.19,20); por meio de tudo isso a nossa vida é purificada em Cristo. 
Aquele que nos chamou é Santo (cf. 1Pd 1.14,15), os cristãos são referidos como “filhos nascidos na família celestial” (1:17; cf. Mt 6:9; Rm 8:15); também fomos convocados a sermos semelhantes ao nosso Pai (“Sejam santos, porque eu sou santo” - 1:16). 
Até aqui percebemos que o homem é responsável para desenvolver ou buscar a santidade.  A Bíblia nos exorta a desejar ardentemente leite espiritual (1Pd 2:1,2), seguir a santificação (Hb 12:14), ter esperança no Senhor (1Jo 3:3), não associar aos incrédulos (2Co 6:14), fugir da impureza (1Co 6:18), purificar-se (2Co 7:1), ser diligente (2Pd 1:5), obedecer (1Ts 4:3-8 diz: “A vontade de Deus para vós é esta: a vossa santificação; por isso, afastai-vos da imoralidade sexual. Cada um de vós saiba manter o próprio corpo em santidade e honra, não na paixão dos desejos, à semelhança dos gentios que não conhecem a Deus. Nesse assunto ninguém iluda ou engane seu irmão, pois o Senhor é vingador de todas essas coisas, como já vos dissemos e testemunhamos. Porque Deus não nos chamou para a impureza, mas para a santificação. Portanto, quem rejeita isso não rejeita o homem, mas Deus, que vos dá o seu Espírito Santo”), então é para obedecer com sinceridade, fidelidade e honestidade (Rm 15:8; 2 Cor 7:14).

Aplicação: Mas como ser santo? A santidade é possível através das práticas divinas (exercícios espirituais), oração, leitura bíblica, devocional, confessar os pecados, aprender a perdoar e a pedir perdão a Deus ou aos irmãos; evitar, ou seja, não entrar nos sites ou paginas de relacionamentos que induz aos pensamentos e conduz às práticas impuras.  


IIIº Propósito: ESSE CHAMADO É PARA VIVER NO AMOR FRATERNAL (1Pd 1.22b)

1. Que deve ser sincero/verdadeiro

Rm 12:9, 10 (cf. Jo 13.34,35; 1Ts 4.9,10; 1Jo 3:11-24; 4:7-21)
Neste momento Pedro chama a minha atenção para algo muito importante, ao afirmar que devemos nos amar fraternalmente como irmãos, então ele usa o adjetivo “ἀνυπόκριτον”, sincero (1Pd 1:22; Rm 12:9,10; 1Tm 1:5) para descrever que tipo de amor está se referindo, ou seja, a intensidade desse amor; ele é um amor “genuíno, verdadeiro, confiável, natural, direto e sincero” (BibleWorks). O mesmo amor deve ser sem hipocrisia, não fingido, nem falta de sinceridade.

Ilustração “Sem cera” falar sobre os oleiros que usam cera para concertar os defeitos nos seus vasos, e o vaso que não tiver cera é considerado perfeito...
Na verdade o amor fraternal deve proceder de um coração puro, sincero, isto é, com toda pureza do coração, inocente e da fé sincera (cf.  1Tm 1:5); Em outras palavras diria sem pretensão ou segundas intensões; Entre os filhos de Deus esse é o tipo de amor que deve ser evidente. 
Jesus ordenou aos discipulos em Jo 13:34,35 “Um novo mandamento lhes dou: Amem-se uns aos outros. Como eu os amei, vocês devem amar-se uns aos outros. Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros”. O Amor sicero, ardente é o sinal que evidencia os seguidores de Cristo, seremos inconfundíveis se amarmos uns aos outros (cf. 1Jo 3:23; 4:7,8,11,12,19-21).
E além de ser um amor sincero/verdadeiro e sem hipocrisia, ele ainda deve ser:

2. De coração 

“Amem sinceramente uns aos outros e de todo o coração” (v. 22 - NVI)
“De coração” quer dizer “com empenho total da pessoa” (Rm 6.17; 1Tm 1.5; 2Tm 2.22); entretanto no NT coração é uma referência ao “homem interior e real, ao homem espiritual, à alma”; o amor deve ser parte da essência do homem. Ele é a essência de Deus (1Jo 4.7 – Deus é amor)
A preposição grega “ek” (de, de dentro de, a partir de) reforça a idéia anterior, é um amor que deve sair no íntimo da alma da pessoa, é algo que só eu posso dar, pois está no meu interior e deve sair dali para meu irmão em Cristo. Você tem amado dessa forma? É um desafio para todos nós, liberar o amor (sem hipocrisia) dentro de nosso coração aos outros.
A ordem de Jesus em Jo 13:34, 35 é de amor recíproco, a mutualidade, “Amar uns aos outros”, é curioso a repetição desta frase no NT, eis alguns Exemplos: 
“Amai-vos de coração uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros” (Rm 12:10); “amemos uns aos outros... amemos uns aos outros, assim como ele nos ordenou” (1Jo 3:11, 23); “Amados, amemos uns aos outros, porque o amor é de Deus, e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Amados, se Deus nos amou assim, nós também devemos amar uns aos outros. Ninguém jamais viu a Deus; se amamos uns aos outros, Deus permanece em nós, e seu amor é em nós aperfeiçoado. Nós amamos porque ele nos amou primeiro” (4:7, 11, 12, 19). 

Nestas passagens não encontramos a idéia de relativismo, se quiser pode amar, mas “ordem para obedecer”, é um imperativo, obedeço ou não? 

Aplicação: Você ama? Demonstre esse amor com as suas ações e atitudes. Como você responde a esse chamado de amar com o amor ágape? - vá esta semana faça algo para alguém que prova que a ama. Jesus amou, e deu a própria vida. Pr. Jailson amou e levantou oferta para ajudar a casa de recuperação em São Paulo. Você (eu) ama? Faça logo algo que prove seu amor...
A igreja de Cristo em todo tempo deve atentar para essa exortação de Pedro, pois esta carta é para os cristãos do século 21, para mim e para você. Numa sociedade secularizada, incrêdula, individualista, a igreja é chamada por Deus para viver em santidade, separando-se dos padrões pecaminosos do mundo, como diz o Apóstolo Paulo para não se conformar com este mundo (Rm 12:1), mas transformar a nossa forma de pensar (Rm 12:2).
Também, já com o coração e a mente transformada pelo poder do Espírito Santo, Pedro nos convoca a viver no amor fraternal, amando uns aos outros cordialmente, siceramente e intensamente. A intensidade do amor mútuo deve  ser a mesma que Deus nos amou (Cf. 1Jo 3:16, 18; 4:7-21). Autor aos Hebreus escreve “Seja constante o amor fraternal” (Hb 13:1). Entendemos que o nosso “propósito real da vida nova vida em Cristo é o amor fraternal”.  

Conclusão:

Paulo descreveu algumas características do verdadeiro amor (1Co 13:1-13), que são os atributos de Deus; assegurando que esse amor só Deus pode dar ao homem, através da nova natureza em Cristo (cf. 2Co 5:17). Entretanto, em Cristo Jesus Deus nos chamou pelo novo nascimento, também nos conduz numa vida de santidade e por fim nos desafia/ordena a amar incondicionalmente os nossos irmãos na fé
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Obs. Sermão baseado na norma de trabalho adotado pelo SETECEB. 
Foi proferido e avaliado na sala de Aula do 4º ano e entregue por escrito ao professor, no dia 22 de junho de 2012.

sábado, 7 de julho de 2012

Bedamloa e Filadélfia - Informativo bimestral, nº 03/2012 – Maio e Junho/2012


Informativo bimestral, nº 03/2012 – Maio e Junho/2012

“1 Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não proteger a cidade, em vão vigia a sentinela. 2 Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão de dores, pois ele o supre aos seus amados enquanto dormem. 3 Os filhos são herança do SENHOR, e o fruto do ventre é a sua recompensa. 4 Como flechas na mão de um guerreiro, assim são os filhos da mocidade. 5 Bem-aventurado o homem que com eles enche sua aljava; quando enfrentarem os inimigos numa disputa, não serão envergonhados” (Salmos 127).

Queridos irmãos (as), nossas saudações fraternais em nome de Jesus Cristo. Desejamos que a graça, o amor e a paz do Senhor estejam convosco.


Família: Somos gratos a Deus, porque Ele tem cuidado da nossa família. O nosso herdeiro “Honah Fayeh” está crescendo bem, já com cinco meses, a Filadélfia está bem de saúde; graças a Deus pela grande bênção.

Ministério: Terminamos estágio de finais de semana na ICE Boa Vista, com um culto missionário, onde preguei sobre “Triunfando na obra missionária”, tivemos um momento muito abençoado. Teremos estágio de 21 dias nos próximos dias 10 à 31de julho, na ICE Novo Horizonte, Goiânia-GO.

Estudo: “Até aqui o Senhor nos ajudou”, chegamos ao final de mais um semestre com muito sucesso, enviaremos as notas no próximo informativo.
Eu (Bedamloa) tive o segundo módulo da pós-graduação, tudo correu muito bem.

Motivos de louvor
* Agradecemos a Deus pelo desenvolvimento de nosso filho Honah Fayeh.
* (Bedamloa) sou grato a Deus e a todos os irmãos que orarem pelo meu vestibular na escola técnica de enfermagem; fui aprovado e iniciarei o curso no mês de agosto. Também quero agradecer a Deus pela bolsa de estudo; agora terei despesas apenas com os materiais escolares e transporte. Orem para Deus suprir financeiramente.

Pedidos de oração
* Orem pela nossa família.
* Pelo estágio de 21 dias.

Tudo por REINO!