terça-feira, 13 de agosto de 2013

ESPÍRITO DE EXCELÊNCIA E DO TEMOR DO SENHOR!: A ALIANÇA MATRIMONIAL

ESPÍRITO DE EXCELÊNCIA E DO TEMOR DO SENHOR!: A ALIANÇA MATRIMONIAL: Dedico este árduo trabalho a todos aqueles que ainda lutam para honrar a Deus também através do matrimônio! A ALIANÇA MATRIMONIAL M...

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Informativo bimestral, nº 06/2012 - Novembro e dezembro 2012


“Que darei ao SENHOR por todos os benefícios que ele me tem dado? (Salmos 116:12)”.

Queridos irmãos, amigos, familiares, e igrejas. Faltam apenas dois dias para 2013, com certeza muitos farão retrospectiva do que passou e planejarão para o novo ano.  
Para nossa família, 2012 foi marcado por momentos difíceis e tristeza, como também de muita alegria e da graça de Deus. Isso nos fez refletir na frase de Martin Luther King “eu segurei muitas coisas em minhas mãos e eu as perdi; mas tudo que eu coloquei nas mãos de Deus eu ainda possuo.” Coloquemos nossa vida e planos nas mãos de Deus em 2013 (Pv 16. 1, 3, 9).

Família:
Deus tem derramado a Sua graça e amor sobre nós, sempre testemunhamos do cuidado que recebemos dEle e até usando os irmãos para nos abençoar e orar por nós. Esse cuidado concretiza também em Honah Fayeh pelo seu crescimento.

Ministério:
Agora estamos de férias.
Estudo:
Ebenézer, Ebenézer, cheguei ao final de 4º ano do curso (Bedamloa), porém permaneceremos mais um ano (2013) no seminário enquanto a Filadélfia termina.

Motivos de louvor
* Louvamos a Deus pela vida de Honah Fayeh.
* pelos nossos mantenedores tanto financeiros assim como parceiros de oração, pois foram fieis a Deus a cuidar de nós.
Pedidos de oração
* Por Honah e saúde.
* Pela nossa família em Guiné-Bissau.
* Pelos nossos mantenedores e igrejas.

Feliz 2013,
com Cristo!

NO AMOR DE CRISTO!





terça-feira, 25 de dezembro de 2012

2. A VOCAÇÃO DIVINA PARA O MINISTÉRIO PASTORAL

A FORMAÇÃO DO CARÁTER DO OBREIRO À LUZ DA BÍBLIA
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(dezembro/2012. Trabalho de conclusão de curso para obtenção de grau de Bacharel em Teologia do Seminário Teológico Cristão Evangélico do Brasil (SETECEB), com especialização em Ministério Pastoral e Missões, sob orientação do Rev. Ubiracy Lucas Barbosa) 
Autor: BEDAMLOA PEREIRA CUBALA
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SUMÁRIO

DEDICATÓRIA iii
AGRADECIMENTOS iv
EPÍGRAFE v
RESUMO vi
INTRODUÇÃO 1
1. DEFINIÇÃO DOS TERMOS 4
1.1. Caráter 4
1.2. Pastor 5
1.3. Obreiro 6
1.4. Líder 7
2. A VOCAÇÃO DIVINA PARA O MINISTÉRIO PASTORAL 8
2.1. Vocação interna 11
2.2. Vocação externa 12
3. A FORMAÇÃO DO CARÁTER DO OBREIRO NA BÍBLIA 15
3.1. No Antigo Testamento 15
3.1.1. Moisés 15
3.1.2. Isaías 19
3.1.3. Jeremias 21
3.2. No Novo Testamento 23
3.2.1. Jesus, Excelente Líder 23
3.2.2. Os doze discípulos de Jesus 26
3.2.3. Paulo 31
3.2.4. Timóteo 34
4. CUIDADO EMOCIONAL E ESPIRITUAL DO OBREIRO COMO PARTE INTEGRAL NA FORMAÇÃO DO SEU CARÁTER 37
4.1. Cuidado emocional do obreiro 37
4.2. Cuidado espiritual do obreiro 39
5. UM MODELO DE CURRÍCULO QUE CONTEMPLA A FORMAÇÃO DO CARÁTER DO OBREIRO 44
5.1. O que é o currículo? 44
5.2. O que o currículo não é? 45
5.3. Planejamento curricular 47
CONSIDERAÇÕES FINAIS 52
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 54

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2. A VOCAÇÃO DIVINA PARA O MINISTÉRIO PASTORAL

“Mas, graças a Deus, que em Cristo sempre nos conduz em triunfo e por meio de nós manifesta em todo lugar o aroma do seu conhecimento” (2Co 2:14).
Na atualidade a função do pastor é debatida, alguns defendem que é uma profissão, enquanto que para outros o ministério pastoral é uma vocação divina. Neste trabalho monográfico não serão discutidos essas divergências de opiniões, porque não é considerado relevante no momento, devido ao tópico proposto. Ele limita apenas a indicar bibliografia para uma futura pesquisa. 
Em seu livro “Ética ministerial: Um guia para a formação moral de líderes cristãos” James E. Carter (São Paulo: Vida Nova, 2010), discutiu essa temática no capítulo um intitulado “A vocação ministerial: carreira ou profissão?”. No referido capítulo ele traz algumas argumentações dos que estão a favor ou contra a definição da função pastoral como sendo uma profissão. O James Glasse e Glaylod Noyce defendem que o “pastor pertence à classe profissional” delineando algumas características pelas quais classificam pastor como tal. Também admitem que “a maioria das igrejas protestantes consideram seus pastores como profissionais” (Carter 2010, p. 44-48). 
Por outro lado, se posicionam Peter Jarvis, Soren Kierkegaard, Jacques Ellul, Stanley Hauerwas e William Willimon, defendendo que ser pastor não é uma profissão.  Kierkegaard (apud Carter 2010, p.43) afirma que “a vocação religiosa tem um ingrediente ‘não profissional’. A vocatio (vocação) do pastor não é deste mundo”. Ainda Ellul “contrastou a vocação com profissão, considerando haver ‘uma separação absoluta entre aquilo que a sociedade exige incessantemente de nós e a vontade de Deus. Não há como inserir o serviço a Deus em uma profissão” (Ellul apud Carter 2010, p.43).
Outra pessoa que discutiu esse assunto foi o John Piper no seu livro “Irmãos, nós não somos profissionais: Um apelo aos pastores para ter um ministério radical”, ao alertar os pastores sobre o assunto em questão ele considera o seguinte:

Nós, pastores, estamos sendo massacrados pela profissionalização do ministério pastoral. A mentalidade do profissional não é a mentalidade do profeta. Não é a mentalidade do escravo de Cristo. O profissionalismo não tem nada que ver com a essência e o cerne do ministério cristão. Quanto mais profissionais desejamos ser, mais morte espiritual deixaremos em nosso rastro. Pois não existe a versão profissional do “tornar-se como criança” (Mt 18.3); não existe compassividade profissional (Ef 4.32); não existem anseios profissionais por Deus (Sl 42.1), (Piper, 2009, p.15).

No entanto, não será possível aprofundar sobre essa discussão, mas será discutido neste capítulo apenas o tópico proposto o chamado divino para o ministério pastoral.
“Como alguém explica vislumbres de certezas espirituais? A vocação de Deus pode ser descrita? O que significa chamado?”
Erwin Lutzer (2000, p.14) define o chamado da seguinte forma: “o chamado de Deus é uma convicção interior, dada pelo Espírito Santo e confirmada pela Palavra de Deus e pelo corpo de Cristo”. Essa definição inclui três elementos fundamentais que serão abordados mais adiante nesse mesmo capítulo. Veja bem, Deus chama, porém precisa-se de confirmação externa tanto da Bíblia como da igreja; esse processo varia de pessoa para pessoa, o certo é que o Senhor continua a chamar homens e mulheres para cumprir seu plano divino. 
Uma das crises que um candidato ao ministério cristão enfrenta é a de definir o chamado de Deus para sua vida. Porém, é assunto importantíssimo, por isso se pretende dedicar algum tempo analisando esta questão.
Partindo do pressuposto de que nem todos os cristãos são chamados para o ministério da pregação da palavra, ou seja, para ser pastor, mestre, etc. Mas como saber quem é vocacionado? Antes de uma pessoa assumir a posição de ministro precisa certificar-se desse chamamento divino, não se precipitar para a obra e venha a ser reprovado (cf. Jr 23:32). Aqui não se pretende discutir sobre o chamado universal de todos os santos (crentes), isto é, “sacerdócio universal dos crentes” (cf. 1Co 12.8-10, 28-30; Rm 12.6-8 e 1Pd 2). Entende-se que é uma doutrina importante, porém, se propõe apenas a estudar o chamado específico do pastor (1Tm 5.17; Ef 4; 1Tm 3).
Como pode alguém saber se é vocacionado ou não?
O grande pregador do século XIX, Charles Haddon Spurgeon em seu livro “o chamado para o ministério” fez essa pergunta e a respondeu. Ele fala das pessoas que perderam o rumo e tropeçaram num púlpito, referindo assim às pessoas que entraram no ministério pastoral, talvez por algum motivo, porém sem o chamamento divino. A pior coisa que pode acontecer na vida de uma pessoa é “errar na vocação”, o prejuízo será muito maior tanto para a vida da própria pessoa quanto para a igreja que irá dirigir. Triste realidade, porém evidente na atualidade. Cada candidato ao ministério deve certificar-se primeiro da sua salvação e depois fazer uma profunda sondagem quanto ao seu chamado específico para ministério. 
O maior perigo ou um erro gravíssimo que pode ocorrer é quando os próprios membros da igreja estão chamando as pessoas para o ministério, o que só Deus deve fazer e os homens serviriam para confirmação, esse perigo/erro foi observado por Kenneth E. Hagin, quando comenta:
Como pastor, tenho observado pessoas jovens na igreja que estavam aptas a trabalhar para Deus.  Algumas delas, eu creio, foram e outras não foram chamadas.  Tenho visto outros membros na igreja arruinar algumas dessas pessoas jovens, ao chegarem a elas e dizerem: ‘Creio que vocês foram chamadas para pregar’, e assim por diante. Elas tentaram pregar, e fracassaram.  Frequentemente acabam por deixar a igreja por causa disso.  Não vá só porque alguém chamou você. Há um chamado divino para o ministério. Você deve determinar se ele está ou não em sua vida.  Não tente ingressar no ministério sem o chamamento de Deus para assim o fazer (Hagin, p.8, 9).

Como você pode reconhecer um chamado de Deus?
Entendemos que são cruciais algumas evidências internas e externas. Biblicamente correta uma vocação precisa da confirmação, o próprio Senhor Jesus serve de exemplo. Em várias passagens o ministério de Jesus foi autenticado (confirmado), tais como: Deus confirmou o ministério de Jesus publicamente (Mt 3.16,17; Lc 9.28-36); João Batista (Jo 5.33,34; Jo 1.29-31). 
O próprio Jesus confirmou o seu ministério (Jo 5.36 e segs.). Uma vez declarou “Eu e o Pai somos um” (Jo 10.30; Jo 14.7); o Espírito Santo (Jo 1.32-34), a presença do Espírito Santo deu a Jesus autoridade para falar (pregar) e realizar milagres (Mt 7.22,29; Mc 1.22,27; Lc 4.36); as Escrituras, os profetas predizerem sua vinda, ministério, morte e ressurreição, como por exemplo Isaías em particular, descreveu seu nascimento (Is 9.6); seu sofrimento (53.4-10); seu desempenho de servo (42.1-4); e até predisse que viria alguém (João Batista) antes dele para anunciar sua vinda (40.3); os discípulos (Jo 6.68), apóstolo João termina seu evangelho afirmando que ele “dá testemunho acerca de Jesus”, isto é, confirmação da vida e do ministério de Jesus (21.24) (Youssef 1987). 
E quanto aos líderes de hoje? É necessária a confirmação? Lógico! E pode ser através de uma “vocação interior e exterior” como as formas de confirmação do chamado para o ministério, conforme descrito na definição do chamado citado anteriormente. 
Franklin Ferreira (http://www.teologiabrasileira.com.br/teologiadet.asp?codigo=238, outubro 2011), afirma que:

O chamado é uma obra interna de Deus, que chama os servos da Palavra. E embora seja interno, o chamado para o ministério inevitavelmente virá acompanhado por um testemunho externo. Ou seja, aqueles chamados para a pregação da Palavra demonstrarão dons e aptidões para o exercício do ministério. Eles são equipados pelo Espírito para pastorear, evangelizar, pregar e ensinar - e frutos visíveis serão evidenciados por conta desse chamado interno.

O vocacionado precisa evidenciar os frutos externos para confirmação do seu chamado através da demonstração de seus dons ministeriais, pastor, pregação, ensino, evangelista, apóstolo (cf. Ef 4.11). Porém é válido ressaltar a observação feita pelo Jedeias de Almeida Duarte (2011, p.96) quando afirma: “É importante registrar que não existe uniformidade entre os cristãos, inclusive reformados, quanto à vocação pastoral. A ausência do assunto nos símbolos de fé e a aparente divergência quanto aos aspectos internos e externos da vocação”. Embora existam essas divergências pretende-se considerar esses dois aspectos da vocação pastoral.

2.1. Vocação interna

Vocação interna é a grande convicção que emana no próprio espírito da pessoa. David Fisher (1999, p.84), após muitos anos de ministério em quase cinco congregações diferentes, escreve: “vocação interior, é a convicção inescapável de que fui separado por Deus para pastorear o seu povo, permanece”. É essa convicção que faz o ministro cristão permanecer firme mesmo em meio às lutas e crises ministeriais. Não existe nenhum ministério da palavra bem-sucedido sem essa firmeza no chamado divino. 
Nos momentos das aflições, crises, lutas, o que segura o pastor a persistir é a certeza de que foi chamado por Deus para aquela obra. O Apóstolo Paulo tinha plena certeza de que foi Deus quem o chamou e defende veementemente a sua vocação como sendo divina e não humana. Paulo é um instrumento escolhido por Deus (At 9.15,16); ele foi constituído servo de Cristo e testemunha do evangelho do reino aos gentios (At 26.16, 17; 20.24; 2Tm 2.20,21; 1Co 11.1; Gl 2.20). Além de tudo, a vocação vem exclusivamente da iniciativa divina, ou seja, o próprio Deus é quem chama (At 1.23-26; 13.1-4; Gl 1.1); Para o MacArthur (1998, p.85):
O ministério pastoral é um chamado divino e inigualável, concedido a homens eleitos por Deus para serem ministros de Sua Palavra e servos de Sua igreja. Os homens chamados para este trabalho sentem-se indignos (1Tm 1.12-17) e desqualificados (2Co 3.4-6) para tarefa tão preciosa. Mas, aos separados para o ministério, aplica-se o clamor do apóstolo Paulo (cf. 2Co 4.7).

Pode se perceber na observação de MacArthur, a seriedade e a responsabilidade dada por Deus ao ministério da Palavra, enfim, o resultado final é a Glória de Deus (Rm 11.36). Ainda Spurgeon, em seu livro chamado para o ministério (p.9), diz que “é-lhe imperativo que não entre no ministério enquanto não fizer profunda sondagem e prova de si próprio quanto a este ponto. Ser pastor sem vocação é como ser membro professo e batizado sem conversão”.
A vocação divina sempre vem acompanhada por um árduo desejo de fazer a obra, tal desejo deve permanecer na vida do obreiro (Jr 20.9; Am 3.8; At 4.20; 5.29; 1Co 9.16; cf. At 9.1-16; 26.16-18). Com base nessas passagens se pode afirmar que haverá algo dentro do obreiro que o impelirá para a obra. Mesmo que a pessoa tenha uma convicção clara do seu chamado interior, é imprescindível receber confirmação externa.

2.2. Vocação externa

Cipriano “sentenciou bem, quando afirmou provir de divina autoridade que o sacerdote seja escolhido, presente o povo, sob os olhos de todos e seja comprovado digno e idôneo pelo testemunho e critério público” (Apud Calvino 1985, p.75); assim como foi o caso dos sacerdotes levitas (Lv 8.4-6; Nm 20.26, 27); a escolha de Matias (At 1.15; 21-26) e dos sete diáconos (At 6.2-7). 
Calvino (1985, p.76) assegura que essa prática Bíblica de aprovação pública “é o legítimo chamado de um ministro”; mesmo assim, os ministros da Palavra não recebem a sua autoridade de homem, mas de Deus. Conforme Berkhof (1990, p.603) a escolha do povo “é apenas uma confirmação externa da vocação interna feita pelo Senhor”, também a autoridade do pastor não vem da igreja, mas sim do próprio Deus e o ministro é responsável perante o Senhor (Mt 16.19; At 20.28; 1Co 12.28; Ef 4.11,12; Hb 13.17).
A igreja como agente confirmador deve levantar algumas questões em relação ao candidato, tais como: “É maduro? Tem dons necessários? É firme na Palavra e na doutrina? Ou se desqualificou com transigências morais ou desvios doutrinários? Caráter não é o único elemento necessário, mas é ingrediente fundamental e indispensável” (Lutzer 2000, p.15). Gordon Blaikie reconheceu que o chamado divino é indispensável e ofereceu seis critérios para avaliá-lo: “certeza da salvação, desejo de servir, de viver uma vida que contribua para o serviço, capacidade intelectual, aptidão física e elementos sociais” (apud MacAthur 1998, p.127).
Wesley avaliava os candidatos ao ministério em forma de interrogatório, fazia várias perguntas que exigiam respostas do candidato e que devia evidenciar certeza da salvação, convicção do chamado e fruto do trabalho (exercício dos dons):
1) Será que você conhece a Deus como um Deus perdoador? Será que você tem amor de Deus habitando em si mesmo? Será que você deseja ver Deus e nada mais em sua vida? Será que você é santo em toda a sua conversação? 2) Será que você possui os dons para o trabalho e compreende claramente o que é o trabalho ministerial; será que sabe julgar (discernir) as coisas de Deus? Será que você tem concepção clara da salvação pela fé e claramente pode discernir como ensinar isso aos homens? 3) Será que você têm frutos (convertidos)? Há verdadeiramente alguém que foi convencido do pecado e convertido a Deus através de sua pregação? (Wesley apud Duarte 2011, p.107).

A reflexão dessas perguntas básicas sobre o ministério dá ao candidato a oportunidade de reavaliar a sua decisão e se posicionar melhor para não ser levado por um impulso momentâneo e venha a arrepender-se mais tarde. Embora o avaliador que pode ser tanto o seminário quanto o pastor da igreja local, deve admitir que existem algumas exceções em que o vocacionado não preencha todos esses requisitos, mas Deus chamou-o, isso se evidencia com o tempo da pessoa ser usada maravilhosamente e ser um ministro fiel da Palavra. Porém o caráter deve ser o centro de toda e qualquer avaliação.
Ainda é crucial refletir na seguinte frase: “Se Deus não o chamou para o ministério de tempo integral, não tente fazê-lo; você se sentiria como um peixe fora d'água. Saber que você é divinamente chamado encerra definitivamente a questão. Não haverá nenhuma confusão quanto ao assunto” (Hagin, p.11). O único motivo pelo qual um obreiro deve permanecer no ministério é o chamado divino e isso deve ser enfatizado constantemente nos institutos bíblicos, seminários, faculdades teológicas, até ficar claro na cabeça de todos os obreiros cristãos.  Duarte afirma que Lutero foi o primeiro reformador a defender o conceito específico da vocação nas seguintes palavras:

A vocação não deve ser assumida levianamente, pois não é o suficiente que uma pessoa tenha conhecimento. Ela precisa estar certa de haver sido devidamente vocacionada. Aqueles que exercem o ministério sem a devida vocação almejam bom propósito, mas Deus não abençoa os seus labores. Eles podem ser bons pregadores, mas não edificam (Lutero Apud Duarte 2011, p.101)

Para o reformador Lutero não existe nenhuma possibilidade de uma pessoa seguir para o ministério da Palavra sem o reconhecimento interno e externo da sua vocação. Então Fica claro que a prerrogativa primordial para uma pessoa entrar no ministério pastoral é a vocação divina confirmada e os dons espirituais e ministeriais evidenciados. A mesma seriedade Calvino demonstra quando escreve:

Para que não se introduzissem temerariamente homens inquietos e turbulentos a ensinar ou a governar, o que de outra sorte haveria de acontecer, tomou-se precaução expressamente a que alguém não assuma para si ofício público na Igreja sem a devida vocação. Portanto, para que alguém seja considerado verdadeiro ministro da igreja, primeiro importa que tenha sido devidamente chamado [Hb 5.4]; então, que responda ao chamado, isto é, empreenda e desempenhe as funções a si conferidas (Calvino 1985, p. 72).

Também o Calvino admite existir as duas partes da vocação, a externa e o chamado secreto (interno). Oden também viu a necessidade da correspondência entre o chamado interno e externo, pois não existe ninguém que possa cumprir tão difícil papel de pastor corretamente se não for vocacionado e comissionado por Deus e pela igreja; também deve existir relação nítida entre o chamado interno e externo e ser estabelecido desde o princípio com muita clareza para a igreja como para o candidato (Oden apud MacAthur 1998).
Na verdade, a relação entre esses dois aspectos (interno e externo) do chamado é fundamental, acima de tudo, é o que sustenta o obreiro, isto é, o que o motiva a continuar firme no ministério, mesmo enfrentando as lutas, pressões, desânimo e dificuldade é a sua confiança em Deus. Ele deve estar seguro que ele (obreiro) está obedecendo ao chamado e a vontade divina para sua vida. A certeza de que ele é um homem limitado, mas comissionado por um Deus ilimitado para realizar uma obra ilimitada que somente o poder de Deus pode manter. Criswell comenta dessa confiança quando ressalta que se o obreiro tem convicção firme da sua vocação para o ministério da Palavra e se essa persuasão for inabalável, os outros fatores da vida estarão em ordem (Criswell apud MacAthur 1998).
O privilegio é muito grande de um homem poder participar da grande obra de Deus, Ele deu essa oportunidade a algumas pessoas, isto é, homens incapazes são capacitados a cooperar na obra que o Senhor realiza. Em primeiro lugar o vocacionado deve certificar-se da sua conversão ou a certeza da sua salvação, para não cair no perigo de testemunhar de Cristo que ele mesmo não conheça; em segundo lugar, é imprescindível que ele esteja plenamente consciente do seu chamado interno e a confirmação externa, a fim de desenvolver seu ministério pastoral com sucesso e firmeza no Senhor.
Após a conceituação e delimitação de alguns termos, e de uma discussão sobre a importância do chamado divino, entende-se que se faz necessário partir para uma discussão mais longa da formação do caráter das pessoas que foram devidamente vocacionadas e responderam positivamente ao chamado. Por isso, será analisada a formação do caráter do obreiro na Bíblia (tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, apontando alguns exemplos da formação do caráter dos obreiros cristãos e possíveis princípios que podem ser aplicados nos seminários na atualidade). Em seguida, apresentaremos duas áreas do cuidado do obreiro como partes integrais da formação do seu caráter e por fim discutiremos sobre o modelo de currículo que contempla a formação do caráter do obreiro à luz da Bíblia nos seminários.

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Obs: capítulo 2 da monografia, 2012. Caso esteja interessado (a) em ler a obra completa entre em contato comigo pelo e-mail: (familiacubala@gmail.com), será um grande prazer disponibilizá-la...

A GRAÇA TRIUNFANTE NA ESTREBARIA

O casal cansado da longa viagem, finalmente chega ao seu destino. Ele foi convocado pelo censo de seu país a comparecer na cidade de origem, a fim de alistar-se no cadastro do governo federal. A viagem do extremo norte à região sul é longa e perigosa, pois além da hostilidade climática e dureza do caminho, há perigos iminentes de assaltantes. Para agravar ainda mais a situação a esposa está nos últimos dias de gravidez. O marido precisa de muita paciência e cuidados especiais para com ela e o bebê. Eles são pessoas humildes e não têm condições de fazer esta viagem de outra maneira, a não ser no lombo de um jumento, rude animal.
Aos poucos eles vão percebendo o clarão da cidade-destino. Ela está agitada Muita gente, muitas lojas, luzes, pisca-pisca, euforia por todos os lados. Eles meios atordoados, com ar e sotaque interioranos, procuram um local para hospedar. Eles vão a hotéis e pousadas, mas nada encontram. A esposa começa a sentir as contrações, o marido fica cada vez mais nervoso. Nenhum hospital, nenhuma maternidade, nenhum lugar seguro. Resta aceitar a oferta de um curral, como dormitório. Ninguém tem outro lugar para oferecer, além de um curral mal-cheiroso, cheios de fezes de animais e um cocho com resto de capim que serviria de berço para o bebê.
O que ninguém sabe é que esse bebê é o próprio Deus encarnado, é a Sua graça Triunfante Materializada em pessoa. Ele sentiu na própria pele a rejeição humana, pois “veio para o que era seu, e os seus não o receberam” (Jo 1.11). Ah, que desprezo! Não deram lugar para Ele…
Muitos neste Natal também não têm lugar para Jesus. Como os hotéis e pousadas de Belém da Judéia, suas vidas estão lotadas de pecados, entretenimento e cousas supérfluas. Por estas razões, o único lugar que dão a Jesus é a estrebaria do desprezo. Mas se abrir o seu coração para Ele (Jesus), sua vida será feliz (Jo 1.12). Ele quer nascer dentro de você. Ele quer ser seu Salvador e Senhor. Ele quer que você reconheça seus pecados, se arrependa deles e o receba em sua vida como Salvado e Senhor. Não desperdice mais esta oportunidade. Um dia Ele pode não ter lugar para você. Pense nisso...
O verdadeiro Natal só pode acontecer com Jesus. Sem Ele sobra apenas fantasia e ilusão. Compartilhe esse presente com quem não tem.
Queremos aproveitar o ensejo e desejar a todos os amados irmãos: UM FELIZ NATAL E UM ANO NOVO MUITO ABENÇOADO.
(por Pr. José Ribamar Sousa Costa. Boletim do mês de Dezembro/2011 - da 1ª ICE-Palmas - TO). 


FELIZ NATAL E 2013 PRÓSPERO!!!!


Informativo bimestral, nº 05/2012 - setembro e outubro/



“Que darei ao SENHOR por todos os benefícios que ele me tem dado?” (Salmos 116:12)



Queridos irmãos, almejamos que este informativo lhes encontrem bem desfrutando das bênçãos e da graça de Deus. Seguiremos com a notícia.

Família:
Deus seja louvado, porque a cada dia Ele prova o Seu amor por nós. Honah Fayeh nasceu no passado dia 19 de outubro e está crescendo bem, todos os dias estamos aprendendo e desfrutando das maravilhas de Deus.

Ministério:
Este semestre ficamos sem estágio de finais de semanas e estamos visitando algumas igrejas aos domingos.

Estudo:
Caminhando para o final do ano letivo e de mais uma etapa. Eu Bedamloa termino 4º ano (Já aproveito convidá-los para a formatura) e a Filadélfia 3º ano.
Tivemos a 3ª conferencia teológica, tema: Pregando sobre as doutrinas da graça. Foi semana abençoada e de muito aprendizado.

Motivos de louvor

* Louvamos a Deus pelo nascimento de Honah Fayeh e pela recuperação da Filadélfia.

Pedidos de oração

* Pelos nossos estudos, que Deus nos capacite e por final do semestre.
* Por Honah e saúde.
* Pela nossa família em Guiné-Bissau.
* Pelos nossos mantenedores e igrejas.

NO AMOR DE CRISTO!

domingo, 11 de novembro de 2012

Clínica em N'Tchumbé, Guiné-Bissau/África Ocidental

Clínica fundada pelos missionários Arlindo e Sueli Baro, em 2005, na aldeia de N'Tchumbé, na Guiné-Bissau. (Publicado em 21/07/2012 por  - http://www.youtube.com/watch?v=XElKkh0rnls)

domingo, 30 de setembro de 2012

comentário: ACONSELHAMENTO E PSICOLOGIA EM PERSPECTIVA

comentário: ACONSELHAMENTO E PSICOLOGIA EM PERSPECTIVA: QUEM VENCERIA EM UMA LUTA ENTRE O SUPER-HOMEM E O SUPERMOUSE? O universo das discussões sobre o sistema da fé cristã frente aos sistema...

comentário: PELE PARA FAZER CUÍCA

comentário: PELE PARA FAZER CUÍCA:   Clélio (nome fictício) veio a O Refúgio trazido de uma cidade vizinha. Não educado, 31 anos, mostrava a natureza do problema na pele...

Informativo bimestral, nº 04/2012 – Julho e agosto de 2012


Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Em tudo, dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco” (Rm 8:28; 1Ts 5:18 ARA)


A gratidão é dom de Deus. No texto em destaque Paulo nos exorta para sermos gratos a Deus em tudo. Na noite do dia 26 de julho que o meu pai foi sepultado, nosso devocional foi em 1Ts 5.14-22; ao abrir a passagem e comecei a ler; não acreditei que naquele exato momento, horas depois do meu pai for sepultado eu devia ser grato, mas era isso mesmo ser grato a Deus, porque Ele tem o melhor para mim e para minha família. Muito obrigado aos irmãos que orarem por nós, alguns ligarem e outros escreveram. Obrigado pelo vosso apoio. Em particular a Igreja Cristã Evangélica de Novo Horizonte, Goiânia; na pessoa do Pr. Maurício Dias  e Pr. Carlos que nos apoiaram com dinheiro que mandamos para comprar caixão. Obrigado por isso.

Família: Graças a Deus estamos bem e Honah Fayeh está crescendo bem; somos gratos a Deus pela grande bênção.

Ministério: Este semestre ainda estamos sem estágio de finais de semanas e estamos visitando algumas igrejas aos domingos.

Estudo: Iniciamos 2º semestre com muitas expectativas. Eu Bedamloa estou no último semestre do curso.  Também comecei curso técnico em enfermagem (Faço algumas matérias no seminário pela manhã e a enfermagem a noite). No final de setembro terei o terceiro módulo da Pós-Graduação.
Quanto a Filadélfia, os esforços são dobrados, pois está fazendo todas as matérias, mais a gravidez.

Resultado do 1º Semestre/2012
* Filadélfia
1. Exegese Romanos - 75
2. Hebraico II - 84
3. Teologia Sistemática III - 100
4. Pessoa ministro de Deus - 80
5. Mídia e multimídia - 78
6. Ministério com jovens-100
7. Religiões e Seitas - 85
8. Análise Provérbios - 93
* Bedamloa
1. Hebraico III - 85
2. Homilética II - 95
3. História igreja no Brasil-97
4. Reflexão Teológica - 100
5. Análise de 2Timóteo - 90
6. Religiões e Seitas - 90

Motivos de louvor
* Louvamos a Deus pelos suprimentos financeiros, emocionais e espirituais.

Pedidos de oração
* Pelos nossos estudos, que Deus nos capacite.
* Por Honah e saúde.
* Pela nossa família em Guiné-Bissau. E pela viagem da Virgínia (mãe da Filadélfia) que virá para nos dar suporte nos primeiros meses após Honah nascer.

Tudo por REINO!


segunda-feira, 16 de julho de 2012


BEDAMLOA PEREIRA CUBALA


“O MILAGRE DO NASCIMENTO DE UMA IGREJA: A Fascinante História da Igreja Cristã Evangélica de Novo Horizonte em Goiânia-Goiás” Por Rev. Gilberto Euripedes de Lima.


Trabalho referente à matéria da História da Igreja no Brasil, ministrada pelo professor Pr. Ubiracy Lucas Barbosa.



SETECEB – Seminário Teológico Cristão Evangélico do Brasil
BACHAREL EM TEOLOGIA
ANÁPOLIS – 2012




Conteúdo

INTRODUÇÃO
OS IDEALIZADORES 1981
PIONEIRO 1981-1984
EMANCIPADOR E ORGANIZADOR 1984-1987
MÚSICO E DISCIPULADOR 1987 - 1991
MISSIONÁRIO E PASTOR 1991-2006
O ÁGUIA EVANGELISTA E PASTOR 2006 - 2011
CONCLUSÃO
BIBLIOGRAFIA


INTRODUÇÃO

Todo homem ou mulher tem um sonho de um dia se casar, é impressionante após o casamento começa planejar para ter filho (a) às vezes alguns fazem planejamento antes mesmo de casar, por exemplo: quando vai, casar, ter filhos, comprar casa, carro, etc. Uma amiga nossa depois de saber da gravidez da Filadélfia ela disse “aconteceu milagre”, eu acredito que tanto a gravidez quanto nascimento de uma criança é um grande milagre. 
O livro “O MILAGRE DO NASCIMENTO DE UMA IGREJA: A Fascinante História da Igreja Cristã Evangélica de Novo Horizonte em Goiânia-Goiás”, nos mostra o sonho idealizado de líderes de uma denominação, no nosso caso MEAR CENTRO SUL. Destacarei alguns fatos importantes na história desta igreja narrada no livro.

OS IDEALIZADORES 1981

O MEAR CENTRO SUL sob a liderança do Reverendo Esli Pereira Faustino, que também pastoreava a ICE-Cidade Jardim; o Diretor da Secretaria Regional de Missões era o diácono Abimael de Souza.
Rev. Esli Pereira Faustino teve a idéia de abrir congregação no setor novo horizonte, então procurou o diácono Abimael de Souza, para que estudassem tal possibilidade, tende em conta a quantidade dos irmãos (membros) da ICEB que moram no referido setor.
No dia 15 de março de 1981, Abimael marcou uma reunião com os pastores Silviano Ferreira da Silva e Armando (este último pastoreava a ICE União), a fim de conversarem e planejarem a abertura da nova igreja. 
Pr. Armando decidiu dar todo apoio nos primeiros meses desse trabalho, porém a nova igreja ficaria a responsabilidade da secretaria da MEAR centro Sul, dirigido pelo Abimael e com o apoio total do seu presidente Esli; Silviano se colocou a disposição de assumir a direção da congregação. O Pr. Abraão Rosa Lopes da ICE setor Pedro Ludovico deu também seu apoio no começo. 
O primeiro culto oficial foi realizado no dia 22 de março de 1981 na casa do irmão Geraldo da Rocha Ferreira e irmã Maurília.
Assim deu inicio da plantação e abertura da ICE Novo Horizonte, Goiânia. Acredito que Espírito Santo dirigia toda obra, abrindo e fechando as portas, para que as almas fossem salvas naquele setor e noutros mais próximos. Deus seja louvado por isso!

PIONEIRO 1981-1984

Rev. Silviano Ferreira da Silva, nasceu dia 01 de janeiro de 1912 em Juazeiro-Bahia, casado com Waldrud e têm 4 filhos (Lima 2011:19). Exerceu seu ministério na ICE novo horizonte de 22/03/1981 até outubro 1984.
O dia 22 de março de 1981 foi instituído como a data oficial da fundação da ICE novo horizonte.
Tudo começou na casa do casal Geraldo e Maurília, e permaneceu ali até março de 1982, depois de grande crescimento numérico da igreja, mudou-se para escola municipal professor Percival Xavier Rebelo, ficou neste novo local até outubro 1984.
No dia 31 de outubro de 1984 a igreja adquiriu um imóvel comprado pela secretaria de missões de MEAR centro sul, onde continua até hoje, ela já adquiriu seu quinto imóvel em 2011. 
O primeiro batismo foi realizado dia 25 de março de 1984 na ICE central-Goiânia, sob a direção de Pr. Abraão Rosa Lopes e Pr. João Batista Cavalcante.

EMANCIPADOR E ORGANIZADOR 1984-1987

O Rev. Abraão Rosa Lopes, nascido aos 29 de janeiro de 1946 na Edéia-Goiás. Casado com Valdivina e tem duas filhas. 
Assumiu a ICE Novo Horizonte na ocasião de seu 4º aniversário no dia 23 de março de 1985. 
No dia 29 de dezembro do mesmo ano realizou a primeira assembléia extraordinária de eleição da diretoria e de organização do então campo missionário do setor novo horizonte numa igreja autônoma (ver resumo da ata - Lima 2011:34). 
No dia 15 de fevereiro de 1986, foi realizado o culto de ação de graças pela organização da igreja.

MÚSICO E DISCIPULADOR 1987 - 1991

Rev. David Rocha Sales, nasceu aos 08 de dezembro de 1963 em Pedreiras - Maranhão, casado com Selma e têm três (3) filhos. David formou no SETECEB e pastoreou quatro (4) igrejas da ICEB, atualmente se desligou com a ICEB desde 14 de novembro de 1997 e serve como missionário da SEPAL, coordenando o MAPI (Ministério de Apoio aos Pastores e Igrejas) na região Centro-Oeste e supervisão Norte.
Na Assembléia ordinária de 22 de março de 1997, foi eleito com 35 votos dos 36 presentes e empossado dia 03 de abril como pastor titular; seu ministério na ICE Novo Horizonte se caracteriza em quatro (4) “eixos principais”: Implantou o sistema de ministérios na igreja, na atualidade ela tem 25 ministérios em atividade. Muitos desses ministérios tiverem inicio pela disposição voluntária dos membros a fim de suprir certas necessidades da igreja o que ao serem cumpridas podem “deixar de existir”.
Além de ministérios David implantou também o sistema de Discipulado dinâmico para toda igreja, segundo o testemunho do Pr. Maurício numa conversa informal na casa dele, assegurou que naquela época todos os membros que congregava na igreja são bem fundamentados na palavra e a maioria dos mesmos são líderes e servem ativamente em diferentes áreas, eu confirmo isso, pois muitos que foram mencionados no livro eu conheço e trabalham ativamente. 
O discipulado é fundamental na igreja, pois desenvolve várias áreas como “relacionamento saudável e comprometido, crescimento nas disciplinas espirituais, formação do caráter cristão, conhecimento das Sagradas Escrituras, etc.” (Lima 2011:43). 
Outro ponto focado por ele foi a Música sacra. Por fim nos meados de 1989 a 1991, implantou as conferencias missionária, realizou três conferencias. A igreja desenvolveu essa visão missionária, até 2011 foram realizadas 22 conferencias missionárias e apóia dezenas de projetos missionários em diferentes continentes, enviou a primeira missionária para África – Moçambique, ela realizou vários impactos em mais de 30 cidades/estados Brasileiros, em 2013 se programam para fazer impacto em Uruguai.

MISSIONÁRIO E PASTOR 1991-2006

Rev. Gilberto Eurípedes de Lima, nasceu em 06 de maio de 1962 em Goiatuba-Goiás. Casado com Marlene e têm casal de filhos. Formou no SETECEB em dezembro de 1985 e foi para campo missionário da Indonésia em 1988 até 29 de março 1991 retorna ao Brasil. No dia 08 de setembro de 1991 na assembléia da igreja foi eleito como Pastor e a posse dia 14 de dezembro do mesmo ano.
Dia 31 de janeiro de 1993 teve o primeiro encontro de casais com a presença de 20 casais. Entre varias outras atividades.
10 de janeiro de 1994, luto na família - morreu o Pr. Silviano fundador da igreja. No dia 17 de novembro realizou-se o primeiro encontro de viúvos, separados e divorciados, evento esse que é novidade, pois não acontece com frequência.
Em junho de 1996, começou a apoiar a missão resgate, em restauração/recuperação de adolescentes e continua até hoje.
Pr. Maurício Dias Nery foi eleito como pastor auxiliar, na assembléia ordinária de 01/12 e a posse 31 de dezembro de 1996. 
Em fevereiro começou-se instituto bíblico novo horizonte.
Abertura da ICE-Ágape, responsável pr. Maurício Nery, a inauguração foi em 22/01/1998; abertura de ponto de pregação no jardim Eldorado, perto ao conjunto vera cruz II. 
No dia 11 de maio de 2003 a liderança regional e nacional concordou em unir as duas igrejas: ICE Ágape e ICE vera cruz II, originando a ICE Plenitude no conjunto vera cruz, em Goiânia. Em 25 de junho aprovou a cooperação com a ICEB na abertura do campo de missionária de Paraíso - Tocantins.
Entre outras atividades realizados no mandato de Gilberto estão no Livro Milagre do nascimento de uma igreja. Na assembléia ordinária de 03 de dezembro de 2006, com a presença do representante da MEAR Sudoeste Pr. Armando Alves de Carvalho, o Pr. Maurício foi eleito como pastor titular por tempo indeterminado com 119 votos a favor e 03 contra e Sandro como seu auxiliar por tempo indeterminado com 107 votos a favor e 11 contra, assim sendo, a posse deles foi em 07 de janeiro de 2007. 

O ÁGUIA EVANGELISTA E PASTOR 2006 - 2011ss

Rev. Maurício Dias Nery, nascido aos 18 de novembro de 1966 em Goiânia, casou com Shara e têm casal de filhos.  Serviu como polícia militar em rio verde-Go, Anápolis-Go e Goiânia. No dia 13 de dezembro de 1997 recebeu seu diploma de curso de bacharel em teologia pelo Seminário Betel Brasileiro de Goiânia. Na assembléia de 01 de dezembro de 1996 foi escolhido como pastor auxiliar e permaneceu até final de 2006 quando foi eleito como pastor titular na assembléia ordinária de 03 de dezembro de 2006. Foi fundador da ICE Ágape, que foi inaugurada dia 22 de janeiro de 1998, no conjunto Vera Cruz II em Goiânia.
O Pr. Carlos Dias Nascimento começou seu estágio em 15 de setembro de 2008, recém formado no SETECEB, o qual permaneceu até hoje.  Ele foi ordenado no dia 18 de abril de 2010.
Na conferencia missionária ocorrida entre 4 e 5 de setembro de 2010, cujo tema: “Até os confins da Terra – agora é África!”, a irmã Keily Lima foi oficialmente comissionada como primeira missionária da ICE Novo Horizonte as missões transculturais para Dondo-Moçambique, em parceria com ICEB e MAEB. Nesta conferencia houve a participação especial dos irmãos da Guiné-Bissau seminaristas no SETECEB que cantaram músicas em crioulo. 
Logo após o nosso casamento no dia 26 de novembro de 2010 com a participação especial do grupo de dança e coreografia desta igreja, tivemos a nossa lua de mel e em seguida iniciamos estágio de 49 dias nesta igreja no dia 07 de dezembro de 2010 e continuamos até julho de 2011. 
Participamos no programa da virada do ano no espaço Chafariz no Clube do Mané, o tema: “2011 é tempo de reconstruir” (ver foto na galeria, Lima 2011:377). Participamos no aniversário da igreja nos dias 19 e 20 de março de 2011, tema: Marcas da igreja saudável. Também vários encontros de casais, pois bem, na casa de Gilberto e Marlene dia 02 de abril foi o nosso primeiro encontro de casais, depois de casarmos em novembro. 
Tivemos oportunidade de cooperar nas campanhas evangelísticas e impactos: Jussara (de 04 a 08 de março de 2011) e Itumbiara (nos dias 4 a 10 de julho de 2011); realizamos EFB com a cooperação maciça dos jovens da igreja nos dias 29 a 31 de julho e se deu o fim do nosso trabalho/estágio nesta igreja e dia 31 de julho despedimos dos irmãos, porém as amizades ficaram.

CONCLUSÃO

Louvo a Deus pela oportunidade de puder pelo menos um período de tempo pequeno participar na construção da história desta igreja, que muito devo a ela pelas oportunidades que tive de cooperar com o Pr. Maurício em várias áreas, nas pregações, classe de EBD de jovens, e crianças, EBF. 
Acima de tudo pela amizade construída com vários irmãos da igreja inclusive Pr. Gilberto Lima escritor deste livro o qual baseei este trabalho e com o Pr. Carlos Nascimento entre presbíteros, diáconos e a igreja em geral, são marcas levadas para o resto da minha vida. Assim como Lucas tinha prazer em registrar as atividades do ministério de Paulo, em certo momento ele se inclui no texto usando termo como “nós...” (cf. At 1-16.9 compara com At 16.10-28), é gratificante!?. 
Posso dizer que tudo que foi relatado aqui em resumo a ninguém pertence à honra e a gloria, mas somente ao nosso Grande Rei e Redentor Jesus Cristo. Paulo diz “Por que dele e por ele e para ele são todas as coisas. GLÓRIA, POIS, A ELE ETERNAMENTE. AMÉM” (Rm 11.36).

BIBLIOGRAFIA

LIMA, Pr. Gilberto Euripedes de. O MILAGRE DO NASCIMENTO DE UMA IGREJA: A Fascinante História da Igreja Cristã Evangélica de Novo Horizonte. Goiânia-Go: Gráfica Ideal e Editora Ltda., 2011.













BEDAMLOA PEREIRA CUBALA

Prova da matéria da História da Igreja no Brasil, ministrada pelo professor 
Pr. Ubiracy Lucas Barbosa.

SETECEB, 18.06.2012.
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Qual a contribuição de Robert Kalley para o surgimento da ICEB?

Dr. Robert Kalley (1809-1888), Nasceu em 1809, Mount Floridan, na Escócia; seus pais eram presbiterianos. Formou como cirurgião e farmacêutico, pela escola de medicina e cirurgia de Glasgow, em 1829 e recebeu diploma em 1838. Kalley e sua esposa Sarah partiram para Brasil, em abril de 1855 e chegaram em 10 de maio; residiram em Petrópolis, onde começaram a 1ª classe dominical em português. No Brasil Kalley estava ligado com a igreja presbiteriana e posteriormente com a congregacional, este último serviu de influência para o surgimento da ICEB.
O segundo casamento com Sarah Poulton Wilson (1825-1907), cujo pai era líder da igreja congregacional, essa união fez com que Kalley afastasse da presbiteriana e mudasse para congregacionalismo. Fundou a igreja evangélica, organizada em 11 de julho de 1858, no Rio de Janeiro; depois foi denominado de igreja evangélica Fluminense (em 18/09/1863); posteriormente, fundou a igreja evangélica pernambucana, Recife (1873); cuja primeiro pastor foi Rev. James Fanstone (1851-1937), pai de Dr. James Fanstone (1890-1987) fundador do hospital evangélico goiano, em Anápolis. Conforme o Pr. João Batista Cavalcante, o Dr. Fanstone, era médico que veio para Anápolis para trabalhar na área de saúde, era da mesma missão dos dois missionários Reginaldo Young e Frederico Glass que são fundadores da ICEB, no entanto, o Fanstone era da ICEB e depois mudou para Presbiteriana. Possivelmente, são membros da sociedade criada pela Sarah, após a morte de Dr. Kalley.
Em 10 de julho de 1876, o Dr. Kalley regressou definitivamente para Escócia e faleceu depois em Edimburgo (17 de janeiro de 1888). As obras de Kalley, como por exemplo, os “Salmos e Hinos” são utilizados por várias gerações cristãos, inclusive a ICEB.
Dr. Kalley foi pai espiritual e mentor de toda uma geração de ministros e missionários que imitaram a sua visão, zelo e dedicação. Sentiu o desejo de criar uma sociedade missionária não-denominacional para enviar obreiros ao Brasil, desejo esse cumprido por sua esposa, anos mais tarde, com a criação da sociedade ‘Auxílio para o Brasil’; precursora da União Evangélica Sul-Americana (UESA). (Aldeci 2003:21)

Na verdade a ligação, isto é, a influência de Kalley na igreja congregacional serviu de um trabalho embrionário para o surgimento da ICEB; Em 1895 a equipe veio para Carolina, MA, sem ligação direta com a ICEB, possivelmente, originário desta sociedade “auxílio para o Brasil”, são estes Sr. Whitte; Dr. Graham e esposa e Anne Andrews; então, no final do sec. XIX (dois leigos se encontram em Morro velho, MG) Reginaldo Young e Frederico Glass (era engenheiro químico); Estes são os pilares iniciais da ICEB, no entanto, o Young em 1901, fundou ICE Paulistana e Instituto Bíblico; por outro lado, Glass fundou a ICE Catalão (1902); ICE Goiás (1906); fez expedições missionárias e colportagem em todo interior Brasileiro e além fronteiras.
Em 1942 houve União das Igrejas Cristãs Evangélicas e as Congregacionais do Brasil (UIECCB) essa união permaneceu até 1967. Neste ano de 1967 o grupo de Goiás saiu da união e tornaram ICEnB. Porém, mais tarde, em 1968 ICEB - SP, Nordeste (CE) e Brasília saíram também da união. No ano de 1968 fizeram a fusão dos dois grupos e surgiu a ICEB.


Bibliografia

Cavalcante, Pr. João Batista. Elementos iniciais da história da ICEB. Aula especial, ministrada no dia 21 de maio de 2012 no SETECEB (Anotação - material não publicado).

Matos, Alderi Souza de. Robert Reid Kalley: Pioneiro do Protestantismo Missionário na Europa e nas Américas. Fides Reformata, VIII. Nº 1, 2003: 9-28.

Artigo Teológico: A Teologia Ascética em sua prática


Allan Ferreira
Bedamloa Pereira Cubala
Darlan Ben-Hur Morais Garcia
Eduardo Alberto Vicente de Oliveira



Artigo Teológico


Tarefa em grupo referente à matéria Reflexão Teológica
sob a orientação do Prof. João Batista Cavalcante.




SETECEB – Seminário Teológico Cristão Evangélico do Brasil
BACHAREL EM TEOLOGIA
ANÁPOLIS – 2012 
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A Teologia Ascética em sua prática

Introdução

São muitas as concepções e filosofias que vão surgindo ao longo da história da humanidade e precisamos estar atentos às suas influências e orientações, bem como nos posicionarmos criticamente e socialmente ante a elas. A renúncia e o rigor ao corpo, com a negação de desejos, caminham assim para o progresso da virtude e o aperfeiçoamento espiritual no que se denominou ascetismo; com grande influência na vida da igreja.
Em um link da UOL (2012) lemos que “A doutrina dualista defendida pelo neoplatônico Plotino, que identifica o espírito com o bem e a matéria com o mal, expressa na verdade um sentimento antiquíssimo.”, mostrando a tendência das religiões em “incluir a negação do prazer e dos desejos entre os caminhos do enriquecimento espiritual” e falando um pouco de sua origem e história:

[…] Entende-se por ascetismo a negação de desejos físicos ou psicológicos, visando à consecução de um ideal ou meta espiritual. O termo deriva do grego askeo, "exercitar", "treinar". Na Grécia antiga, a palavra era empregada para designar os exercícios físicos com que os atletas se preparavam, e órficos e pitagóricos logo passaram a usá-la para identificar as normas de austeridade que regiam suas comunidades. Foram, porém, os estóicos e os cínicos os primeiros que entenderam o ascetismo como a negação da matéria diante do espírito e conceberam a mortificação e o sacrifício como meios para transcender as limitações da carne. O cínico Diógenes praticou o desprezo absoluto pelas coisas materiais, e em Roma o êxito da filosofia estóica preparou o terreno para o cristianismo nascente. Mais modernamente, fenômenos tão díspares quanto o faquirismo e a cavalaria andante podem ser relacionados com o termo ascetismo. […] Primeiro surgiram no Oriente os eremitas e as figuras de são Clemente e são João Crisóstomo. Mais tarde, no Ocidente, as obras de santo Agostinho e são Bento definiram o ideal ascético na alta Idade Média, que chegou a extremos em certas comunidades monásticas: os monges sírios, por exemplo, se encerravam em celas estreitíssimas e evitavam qualquer movimento. […] A Bíblia não dita nenhuma norma de ascetismo, mas o anseio de santidade justifica o desprezo da carne e da riqueza, tendo inspirado o celibato, a pobreza e o jejum como meios de purificação da alma. Conseqüência disso foi o aparecimento de ordens religiosas como a dos franciscanos, que praticaram um ascetismo naturalista. As convulsões que assolaram a Europa a partir do século XIII trouxeram consigo um grande desejo de penitência e mortificação. Apareceram as flagelações e os cilícios. Depois da Reforma, surgiu no catolicismo um ascetismo místico que já não pretendia ser caminho da perfeição, mas meio de chegar à identificação com Deus. O Concílio de Trento (1545-1563) provocou o aparecimento de um ascetismo de férrea disciplina, exemplificado nos Exercícios espirituais, de santo Inácio de Loyola. No protestantismo não foram comuns as práticas ascéticas extremadas, mas os ideais de austeridade e renúncia estiveram presentes em muitas de suas comunidades. Junto com o cristianismo, o budismo é a religião que mais importância dá ao ascetismo, isso porque na doutrina de Buda o sofrimento está intimamente ligado ao desejo. Os monges budistas, porém, evitam um ascetismo extremo, já que consideram ser este, na verdade, outro modo de ceder aos desejos. No hinduísmo e no islamismo as práticas ascéticas são, em geral, de tipo moderado, baseadas na austeridade e na contemplação espiritual. (UOL, 2012)


Definição de Teologia Ascética

Eugene Peterson (2009, p.106), resume o ascetismo na seguinte sentença: “De que forma a condição humana molda nosso entendimento de Deus e como reagimos a ele?”. Em uma sentença afirmativa, temos: “parte da ciência espiritual que tem por objeto próprio a teoria e a prática da perfeição cristã desde os seus princípios até o limiar da contemplação infusa. Fazemos começar a perfeição como desejo sincero de progredir na vida espiritual, e a ascese conduz a alma, através das vias purgativa e iluminativa, até a contemplação adquirida” (DO VALE, 2012).
É também chamada “ciência dos santos”, “ciência espiritual”, “arte da perfeição”, uma vez que a palavra em si se remete a “exercício”, “esforço laborioso para educação física ou moral do homem”. A ascese são, portanto, esforços da alma cristã em luta para alcançar a perfeição; tratando dos primeiros graus da perfeição até o começo da contemplação (DO VALE, 2012); assumindo grande variedade de formas: do jejum à autoflagelação, “pois existem incontáveis maneiras de se reprimirem as paixões e os instintos do corpo”. Sendo assim, “seriam variedades de ascetismo o celibato, a rejeição dos bens materiais ou a provocação de dor.” – tendo tendências adotadas pelo cristianismo (UOL, 2012)
É vista em unidade à Teologia Mística (interessada na “teoria e prática da vida contemplativa, desde a primeira noite dos sentidos e da quietude até o matrimônio espiritual”), conhecida como Teologia Ascética e Mística, numa perspectiva de “continuidade” e “projeção” entre os termos. Sendo seu objetivo “participar da vida divina comunicada à alma e cultivada com ardor infatigável” (DO VALE, 2012).
Quanto aos métodos, deve seguir: experimental, doutrinal ou dedutivo, união dos dois, estudo com serenidade e ponderação – “fazendo triunfar o transe”. Tudo isto dentro dos graus de perfeição: purificação, iluminação, união com Deus (que culmina na morte). Portanto, é uma boa ilustração tomarmos um vaso e dizermos que o ascetismo está procurando a perfeição nesse vaso, a fim de que ele possa conter melhor o conteúdo que irá receber.

Argumentos contra a teologia ascética

Os escritores que falam sobre ascetismo geralmente colocam o subjugar o corpo como meio de alcançar a perfeição. Porém, a Palavra de Deus (a Bíblia) nem sempre dá base para a ascese naquele contexto (é forçar o texto, prensar). Infelizmente, ao longo da história da igreja muitos fizeram isso.
Entretanto, vemos as passagens como Mateus 5.25ss: “se o teu olho direito te faz tropeçar, arranca-o e joga-o fora; pois é melhor para ti perder um dos teus membros do que ter todo o corpo lançado no inferno. Se a tua mão direita te faz tropeçar, corta-a e joga-a fora; pois é melhor para ti perder um dos teus membros do que ir todo o corpo para o inferno (versos 29 e 30); como também em Lc 14.26 “Se alguém vier a mim, e amar pai e mãe, mulher e filhos, irmãos e irmãs, e até a própria vida mais do que a mim, não pode ser meu discípulo”; ditas por Jesus. Tais passagens, em primeira vista parece até que Jesus estabelece a vida ascética como condição para entrar no Reino dos céus; mas pelo contrário, Jesus ensina que a vida espiritual é tão séria que requer o sacrifício e renúncia.
Por outro lado, no NT os gnósticos praticavam e ensinavam o ascetismo; em Colossenses, capítulo dois, versículos dezesseis, Paulo diz “assim, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa de dias de festa, ou de lua nova, ou de sábados”. Esse grupo religioso chamado de gnóstico ensinava que o “corpo é mau e, que todo o que tende a destruir o corpo era bom”; pois o espírito deve ser libertado do corpo mais rápido possível, subjugando o corpo pela prática de ascetismo. Então, na mesma carta aos Colossenses; essa pratica foi combatida por Paulo, dando assim o fundamento para combater o ascetismo. Vimos que o cristão já mortificou a carne com Cristo, Paulo disse: 
Visto que morrestes com Cristo para os espíritos elementares do mundo, por que vos sujeitais ainda a mandamentos como se vivêsseis no mundo, tais como não toques, não proves, não manuseies? Todas essas coisas desaparecerão com o uso, pois são preceitos e doutrinas dos homens. Na verdade, esses mandamentos têm aparência de sabedoria em falsa devoção, falsa humildade e severidade para com o corpo, mas não têm valor algum no combate aos desejos da carne (Cl 2.20-23).

Ainda Paulo ao escrever para Timóteo ele esboça algumas práticas ascéticas; então, passa a advertir o jovem obreiro a evitar e afastar-se dos falsos mestres que ensinam a vida ascética como forma de alcançar a perfeição.
Eles proíbem o casamento e ordenam a abstinência de alimentos que Deus criou para serem recebidos com ações de graças pelos que são fiéis e conhecem bem a verdade. Visto que todas as coisas criadas por Deus são boas, nada deve ser rejeitado se for recebido com ações de graças (cf. 1Tm 4.3,4). Ainda continua, porque entre eles estão os que se intrometem pelas casas e conquistam mulheres tolas carregadas de pecados, dominadas por várias paixões (2Tm 3.6).

No entanto, pode ser visto que tal prática não tem fundamento nos textos supracitados. 
Os reformadores não aceitaram o ascetismo, Lutero refutou essas práticas ascese quando afirma que o crente tem a liberdade de usufruir de todos os dons e provisões de Deus, e que a autonegação quanto a essas coisas nada tem a ver com a salvação da alma (Champlin 1997:339), ainda admite:
Todos podem usar discrição quanto aos jejuns e às vigílias, já que todos sabem que precisam controlar o corpo. Porém, aqueles que pensam que podem tornar-se piedosos através das obras, só dão valor ao jejum como uma obra, imaginando que são piedosos por muito praticarem essas coisas. No entanto, quebram suas cabeças ou arruínam seus corpos, nessas práticas ascetas (Champlin, 1997: p.339). 


Argumentos a favor da teologia ascética

Eugene H. Peterson diz que o homem deve se mostrar responsivo ao que é divino (“Cuja confiança está no Senhor”) isto é uma forma abençoada de vida. E o homem que é responsivo ao que é humano (“confia nos homens”) isto é uma forma amaldiçoada de vida, pois só tem uma porção minima da realidade (PETERSON, 2009, p.107). 
O N.T. mostra as condições favoráveis para uma vida ascética responsiva. A vida cristã é uma “disciplina”, uma “luta” para o reino dos céus (“E desde os dias de João, o Batista, até agora, o reino dos céus é tomado a força, e os violentos o tomam de assalto.” Mt 11:12), sendo que o sucesso nesta luta é ativado pela graça de Deus, e pelo seu Espírito. Para poder seguir a Cristo deve aplica-se às virtudes que ele próprio ordenou, deve disciplinar-se.
Foi Jesus quem falou sobre: renúncia dos bens (“Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, segue-me.” Mt 19:21), praticado pelos apóstolos (“Eis que nós deixamos tudo e te seguimos.” Mc 10:28); jejum (“Dias virão, porém, em que lhes será tirado o noivo, e então hão de jejuar.” Mt 9:15;  “Respondeu-lhes: Esta casta não sai de modo algum, salvo à força de oração e jejum.” Mc 9:29); pobreza (“Então, levantando ele os olhos para os seus discípulos, dizia: Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o reino de Deus.” Lc 6.20); celibato (“Porque há eunucos que nasceram assim; e há eunucos que pelos homens foram feitos tais; e outros há que a si mesmos se fizeram eunucos por causa do reino dos céus. Quem pode aceitar isso, aceite-o.” Mt. 19:12); oração (“Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.” Mt 26:41); disciplina (O sermão da montanha é uma chamada para uma vida disciplinada, Mt 7:13-27); constante vigilância (“Vigiai, pois, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor.” Mt 24:42).
O apóstolo Paulo também pregou temas com apelos a auto-disciplinas e exemplos semelhantes podem ser vistos em Tiago, João ou Pedro:  subjulgar o corpo (“Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à submissão, para que, depois de pregar a outros, eu mesmo não venha a ficar reprovado.” 1 Co 9 27); despojar o velho homem (“A despojar-vos, quanto ao procedimento anterior, do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano.” Ef 4:22); exterminar os desejos da carne (“Exterminai, pois, as vossas inclinações carnais; a prostituição, a impureza, a paixão, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria.” Cl 3:5); o sofrimento nos tornando semelhante a Cristo (“Porque para isso fostes chamados, porquanto também Cristo padeceu por vós, deixando-vos exemplo, para que sigais as suas pisadas.” I Pe 2:21) – ainda que este esforço é baseado na ordem sobrenatural e, portanto, não pode ser realizada sem a graça divina; refrear o corpo (“Todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça em palavra, esse é homem perfeito, e capaz de refrear também todo o corpo”. Tg 3:2).

Conclusão

Peterson representa com “imagens orgânicas” “as formas de vida que impedem ou promovem o acesso a Deus”, apresentando um arbusto plantado no deserto e uma árvore junto ás águas. Ele informa que a teologia ascética está atenta às “condições” na natureza humana que favorecem o desenvolvimento de uma consciência em relação a Deus, ao mesmo tempo que lida com pontos de “insensibilidade”, oposição, dificuldades. Ou seja, concordamos com o autor que o “Como somos — a maneira em que gastamos nosso dinheiro, comemos as refeições, lemos um livro, tratamos um estranho — influi em nossa capacidade de enxergar a beleza da santidade, de ouvir a palavra da absolvição, sentir o toque de amor, entrar numa vida de oração.” (Peterson, 2009, p.107)
O autor deste texto conclui dizendo que “nenhum de nós, pregador ou congregação, deve ser confiável nas questões relacionadas à alma e a Deus” (Peterson, 2009, p.108). Fala também que “em todas as questões do espírito […] deve haver um exame implacável dos meios e das motivações”, sendo o “discernimento […] a palavra normalmente usada em referência a isso na teologia ascética, e requer que seja diligentemente exercido por pregadores que se importam com almas”. Nisto, concordamos plenamente.
Portanto, alguma atenção à ascese se faz necessária para a vida cristã no sentido de entender e transmitir a mensagem de Deus, como de fato Ele o quer, até mesmo usando o nosso corpo, sentidos, razão, a vida toda (em Rm 12:1-2 é esta a oferta proposta e que fizemos a Deus). Assim, precisamos ter cuidado com os extremos, mas não ignoramos essa visão que tem sua verdade e sua contribuição na nossa vida. 

Bibliografia

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BROWN, Colin; COENEN, Lothar. Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento. Gordon Chown. São Paulo: Vida Nova, 2000.
PETERSON, Eugene H. Espiritualidade subversiva. Organizado por Jim Lyster, John Sharon, Peter Santucci. Fabiani Medeiros. São Paulo: Mundo Cristão, 2009.
DO VALE, Inácio José. Aprofundando a Teologia Ascética e Mística. Disponível em: <http://contemplarlaic.blogspot.com.br/2012/02/aprofundado-teologia-ascetica-e-mistica.html>. Acesso em: 15 de maio de 2012.
MUTZ, Franz X. Teologia Ascética. Disponível em: <http://mb-soft.com/believe/ttxt/ascetica.htm>. Acesso em: 15 de maio de 2012.
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